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Boldrini será transferido para Modulada de Ijuí após crise nervosa nesta terça-feira

21 de março de 2023

Leandro Boldrini será levado para a Penitenciária Modulada de Ijuí, nesta terça-feira (21), sendo dispensado de participar do segundo dia de julgamento que apura sua participação no assassinato do próprio filho, Bernardo Uglione Boldrini, após atendimento médico e a concordância das partes e do juízo. Ele nem chegou a estar em plenário, desde a abertura dos trabalhos nesta manhã.

Na chegada ao prédio do fórum, por volta de 8h15min, ele teria tido uma crise nervosa, em uma espécie de surto, e a equipe da Susepe solicitou atendimento médico de equipe que está acompanhando o júri. Ele foi atendido no próprio prédio do foro. Antes do meio-dia, após atestado de saúde apresentado em juízo, o réu foi dispensado de participar deste segundo dia de júri. Equipe da Susepe irá levá-lo até a cidade de Ijuí.

No júri, em 2019, Boldrini era levado durante os dias de julgamento para a penitenciária de Ijuí. Este ano, porém, a Polícia Penal havia estipulado uma nova dinâmica, e ele ficaria no presídio estadual em Três Passos, em uma sala especial e isolado. Porém, com essa questão de saúde, na manhã de hoje, o planejamento foi alterado e ele será encaminhado novamente para Ijuí.

Na manhã desta terça-feira, a delegada regional da Polícia Civil, Cristiane de Moura e Silva Braucks, está sendo ouvida. Ela é a segunda testemunha arrolada pelo Ministério Público. O depoimento já dura mais de três horas. Ela respondeu a questionamentos da acusação e, desde às 11h, responde a questões formuladas pela defesa.

A tese sustentada pelo Ministério Público neste novo júri é de que aconteceu um conluio entre familiares de Leandro Boldrini, com a participação de advogados de defesa das rés do Caso Bernardo, Graciele Ugulini e Edelvânia Wirganovicz, no sentido de livrar qualquer responsabilidade de Boldrini na morte do próprio filho. No início das investigações sobre o crime, em 2014, Boldrini era representado por outro advogado criminalista.

A defesa busca fragilizar o inquérito policial, no sentido de não haver provas concretas da participação de Boldrini como mandante do crime, afastando a tese da acusação de que ele foi o mentor intelectual do assassinato. Por isso, os depoimentos das duas delegadas devem ser os mais extensos deste júri, já que ambas as partes estão buscando explorar ao máximo as informações fornecidas pelas policiais, que estiveram envolvidas diretamente nas investigações.

Encerrado o depoimento da delegada Cristiane, ainda nesta terça-feira devem ser ouvidas outras duas testemunhas arroladas exclusivamente pelo Ministério Público: uma psicóloga que prestava atendimento a Bernardo, e uma vizinha que costumava cuidar do menino.

A ex-funcionária de Boldrini em sua clínica médica, foi arrolada tanto por defesa quanto pela acusação, e também deve ser ouvida hoje.

Fonte: Rádio Alto Uruguai
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