Um júri de um crime cometido em 2013 e que aconteceria nesta semana, foi cancelado em Cruz Alta. Quatro pessoas seriam julgadas pela morte do ijuiense Alexandre Didoné, cujo corpo foi encontrado em Pejuçara. O cancelamento ocorreu na tarde desta segunda-feira e foi realizado pela juíza Andréia da Silveira Machado, que responde pela 1ª Vara Criminal. Não há nova data para o julgamento.
O crime, que chocou a região, teve a investigação realizada pela Polícia Civil de Cruz Alta. Inicialmente, Eliane Fátima da Silva Stein, a então mulher de Alexandre, teria comunicado à polícia e que o marido estava desaparecido após viajar com um desconhecido ao Uruguai. A ocorrência foi registrada 30 de agosto de 2013. No entanto, após as investigações, foi descoberto que ela teria planejado a morte dele.
A ossada de Alexandre -que tinha 36 anos na época – foi encontrada na BR 158, km 177, adiante do trevo de Pejuçara na localidade de Linha Jacicema próximo a entrada de Linha Belizário, ainda com as roupas do dia do desaparecimento. A vítima foi jogada da ponte e enterrada próxima da mesma. Os restos mortais da vítima foram localizados com a necessidade do uso de uma retroescadeira no dia 25 de novembro de 2015.
A Polícia Civil apurou os seguintes culpados: a companheira da vítima, Eliane Fátima da Silva Stein, com 36 anos na época, o amante dela Sorinaudo da Silva Batista Júnior, de apelido “Carreteiro”, a irmã do amante, Mariza de Fátima Batista Fonseca, e o marido desta, Marcos Roberto Fonseca.
Segundo o Delegado Josuel Muniz, responsável pelas investigações, as provas demonstram que a mulher do desaparecido planejou a morte dele e teve participação direta, avisando os executores, ou seja o amante e o cunhado deste, bem como deixou a porta da casa somente encostada para que eles entrassem na mesma e cometessem o crime. A irmã do amante teve participação indireta no crime.
“O amante e o seu cunhado entraram na casa da vítima, a qual foi “dopada” pela própria companheira e desferiram golpes no pescoço daquela. Em seguida, os autores carregaram o cadáver em um veículo e o ocultaram”, informou a Polícia Civil.
Conforme investigação, o amante cometeu o crime com a promessa de que a viúva manteria relação estável com o mesmo, enquanto que o cunhado do amante recebeu promessa de pagamento em dinheiro.
Os quatro presos foram recolhidos ao presídio de Cruz Alta.
Hoje, Alexandre Didoné estaria com 45 anos. A família dele aguarda ansiosamente pelo júri dos acusados.