Familiares e amigos de Abílio Porto da Silveira, assassinado a tiros aos 55 anos, em 10 de março do ano passado, protestam em frente ao Fórum de Ijuí. Eles contestam a soltura da acusada do homicídio, a ex-mulher do bombeiro aposentado, Isabel Cristine dos Santos Gonçalves.
Hoje ocorre a primeira audiência do caso onde testemunhas e acusada serão ouvidas. “Foi um crime bárbaro e brutal. Sofremos todos os dias. Além de matar nosso pai, ela queimou animais vivos ao incendiar a propriedade”, disse Anelise Silveira, filha de Abílio.
O CASO:
Isabel Cristine dos Santos Gonçalves, 48 anos, é suspeita de matar a tiros Abílio Antonio Porto da Silveira, aos 55 anos, nas proximidades de uma pista de rodeio, em Rincão dos Casalini, interior de Coronel Barros, na noite de 10 de março de 2020.
Testemunhas relataram ter visto ela efetuar três disparos na região do peito do peito. Depois dos fatos, ela teria incendiado a residência de Abílio localizada em Passo das Cruzes e fugido em um veículo Ford Focus. No local, a casa, carro e pertences da vítima foram queimados. Animais que ali estavam, sendo cachorros, porcos e terneiros morreram por conta do incêndio.
As guarnições da Brigada Militar efetuaram diligências no sentido de localizar a possível autora do fato, sendo que no final da noite o veículo suspeito foi localizado estacionado na rua João Peter Krombauer em Coronel Barros. Em frente ao veículo foi encontrada Isabel, a suspeita do homicídio, a qual encontrava-se desacordada. Ao lado dela foi encontrado um revólver calibre .38 com quatro cartuchos deflagrados e um intacto, também foi localizado próximo ao veículo, frascos vazios dos medicamentos Clonazepan e Bupropiona.
Quatro folhas de papel explicando a motivação do crime foram encontradas pela polícia no carro. “Nesta carta ela admitiu o crime e explicitou o motivo: amor, bem como outros detalhes íntimos do casal”, disse o delegado Gustavo Arais.
Após ser capturada, ao invés de ser apresentada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), foi conduzida ao Hospital de Caridade de Ijuí (HCI) onde permaneceu internada, sendo que dias depois foi recolhida à Modulada. Pouco mais de cinco meses presa, Isabel foi posta em liberdade