Mesmo com uma população estimada em quase 88 mil habitantes, conforme dados do IBGE, o município de Ijuí registra atualmente apenas um caso ativo de dengue, localizado no bairro Assis Brasil. O cenário é considerado “muito favorável” pela coordenadora da Vigilância em Saúde, Elisangela Lucchese, mas o alerta permanece. Segundo ela, o município já realizou um mutirão de limpeza no bairro onde foi confirmado o caso e as equipes seguem atuando em outras regiões da cidade com ações preventivas para eliminar possíveis criadouros do mosquito.
Apesar do baixo número de confirmações, a presença de larvas tem preocupado os agentes de endemias. “A chuva aumenta as larvas. Se tem larvas, vai ter mosquito. Precisamos do comprometimento da população”, afirma Elisangela.
De acordo com a coordenadora, historicamente o pico da dengue costuma ocorrer nos meses de março e abril, o que exige atenção redobrada neste período. “O município está fazendo a sua parte, mas a população precisa continuar cuidando dos seus espaços”, reforça. Durante as vistorias, os agentes têm identificado problemas recorrentes, especialmente em piscinas que não estão recebendo manutenção adequada. Imóveis fechados ou disponíveis para locação também têm apresentado situações consideradas preocupantes.
Outro ponto que chama atenção é o descarte irregular de pneus. Diversas unidades foram recolhidas recentemente em diferentes bairros da cidade, o que evidencia a necessidade de maior conscientização sobre o destino correto desse tipo de material, frequentemente associado à proliferação do mosquito transmissor da dengue. Mesmo diante de um quadro positivo neste momento, a Vigilância em Saúde reforça que o trabalho precisa ser conjunto. A combinação de calor e chuvas cria o ambiente ideal para a reprodução do mosquito, tornando essencial a eliminação de qualquer recipiente que possa acumular água parada.
A orientação é manter caixas d’água vedadas, limpar calhas, tratar piscinas regularmente e descartar corretamente materiais que possam servir de criadouros.