O preço dos combustíveis vendidos nas refinarias brasileiras acompanha o valor do barril de petróleo nos mercados internacionais e o dólar, de maneira que as oscilações dessas duas variáveis têm peso grande no preço final que o consumidor paga aqui.
A escalada rápida dos preços desde o início do ano deflagrou uma sucessão de crises. Os caminhoneiros, espremidos pelos custos, ameaçaram novas greves. O governo, por sua vez, saiu correndo em busca de soluções, algumas de repercussão desastrosa: trocou o presidente da Petrobras (fazendo o valor da empresa no mercado cair) e anunciou mudanças na forma de cobrar o ICMS.
No preço final que o consumidor paga pela gasolina, por exemplo, tem mais imposto do que combustível: 44%, em média, é imposto, enquanto a gasolina em si, saída da refinaria, representa 30%, de acordo com dados de setembro da ANP. No diesel, que abastece os fretes do país e tem mais incentivos, os impostos são 23% e, o combustível, 48% do preço final na bomba.
Confira abaixo como é a composição dos preços dos combustíveis e gás de cozinha no Rio Grande do Sul:
GASOLINA
Preço da Petrobras na refinaria: 33%
ICMS (imposto estadual): 30%
Custo do etanol anidro: 15%
Cide (contribuição partilhada), PIS e Confins (impostos federais): 14%
Distribuição e revenda (custos e margem de lucro): 8%
DIESEL
Preço da Petrobras na refinaria: 53%
ICMS (imposto estadual): 12%
Custo do biodesel: 13%
Distribuição e revenda (custos e margem de lucro): 13%
Cide (contribuição partilhada), PIS e Confins (impostos federais): 9%
GÁS DE COZINHA
Preço da Petrobras na refinaria: 51%
Distribuição e revenda (custos e margem de lucro): 35%
ICMS (imposto estadual): 12%
PIS e Confins (impostos federais ): 3%