A Corregedoria-Geral da Brigada Militar está conduzindo um inquérito interno para investigar a ação policial que culminou na morte do produtor rural Marcos Nörnberg, em Pelotas. Em entrevista, o corregedor-geral, coronel Rodrigo Assis Brasil Ramos Aro, classificou o desfecho como “extremamente indesejado” e confirmou que as informações de inteligência que indicavam a presença de criminosos armados na propriedade não se confirmaram.
A investigação busca agora identificar em qual etapa ocorreu a falha, analisando desde a origem da denúncia e a expedição da ordem até a execução da abordagem, que pode ter levado a vítima a reagir por equívoco.
Sobre os questionamentos em relação ao horário da operação e à falta de aviso à Polícia Civil, o coronel esclareceu que a legislação brasileira permite a entrada em residências a qualquer hora em situações de flagrante, o que dispensa a comunicação prévia.
No entanto, ele ressaltou que cabe à corporação certificar-se de que tais condições são reais antes de agir. Ao todo, 17 policiais militares foram afastados das funções operacionais enquanto o caso é apurado. A expectativa da Corregedoria é concluir o inquérito antes do prazo legal de 40 dias, esclarecendo as responsabilidades pela trágica colisão de percepções durante a diligência.