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Desatenção ao volante lidera causas de acidentes graves nas BRs da região de Ijuí

17 de fevereiro de 2026

O inspetor André Peringer, chefe de Policiamento e Fiscalização da Polícia Rodoviária Federal em Ijuí, apresentou um panorama atualizado sobre o índice de acidentalidade e a movimentação nas rodovias que integram a 10ª Delegacia da PRF na região Noroeste do Estado. A 10ª Delegacia é responsável por quatro importantes segmentos rodoviários federais, que somam 488 quilômetros de extensão, ou seja, BR-285, de Saldanha Marinho até São Luiz Gonzaga, BR-158, de Condor até Júlio de Castilhos, BR-392 de Santo Ângelo até Porto Xavier e BR-472 de Boa Vista do Buricá até Santo Cristo.

Segundo Peringer, os trechos com maior movimentação são a BR-285, especialmente nas proximidades de Ijuí, e a BR-158, na região de Cruz Alta. Por serem rodovias mais antigas e amplamente utilizadas ao longo dos anos, apresentam maior desgaste no pavimento.

O inspetor também destacou a necessidade de atenção redobrada no trecho da BR-285 que cruza o perímetro urbano de Ijuí. Além do fluxo intenso de veículos, o local passa por obras de duplicação das vias paralelas, o que altera a dinâmica do trânsito e exige maior cautela dos condutores. De acordo com ele, é justamente nesse segmento que se concentra o maior número de sinistros de trânsito na região. Em relação aos índices de acidentes, Peringer informou que o ano passado foi marcado por um número elevado de ocorrências graves. Foram 90 acidentes atendidos na circunscrição da delegacia. Também houve aumento no número de vítimas fatais: em 2024, foram registradas 43 mortes, em 2025, o número subiu para 48. Nos primeiros 45 dias de 2026, a PRF já atendeu 24 sinistros, sendo oito considerados graves, com 34 pessoas feridas e uma vítima fatal.

De acordo com o inspetor, a principal causa dos acidentes é a ausência de reação por parte dos condutores diante de uma situação de risco. Em seguida, ele destaca a velocidade incompatível com a via, acesso à rodovia sem observar a presença de outros veículos, trânsito na contramão, ultrapassagem indevida, ingestão de álcool e por fim, manobra de retorno em local proibido.

Peringer também chamou atenção para o uso do celular ao volante, que contribui significativamente para a falta de reação dos motoristas. Embora seja uma infração de difícil constatação durante a fiscalização, o aparelho aumenta consideravelmente o potencial de distração, comprometendo a atenção e o tempo de resposta do condutor.

O chefe da PRF reforça que a combinação de imprudência, desatenção e desrespeito às normas de trânsito continua sendo determinante para os altos índices de acidentalidade nas rodovias federais da região.

Fonte: RPI
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