Assim como em diversos setores, o ano de 2021 não finalizou de forma positiva para o mercado econômico, conforme a avaliação feita pelo professor-doutor da Unijuí, o economista Argemiro Brum, em entrevista à Rádio Progresso.
Segundo Brum, o ano iniciou com expectativas otimistas, principalmente na geração de empregos. “Muitos imaginavam que teríamos mais renda em circulação e com isso a economia poderia girar melhor. Também começou bem pelo setor do agronegócio, apesar da frustração de 50% na safra passada de milho. A soja foi muito bem, tivemos uma produção recorde no Brasil, com preços bem interessantes e as commodities, em geral, até puxaram bem o PIB brasileiro no primeiro trimestre daquele ano”, destaca.
No entanto, a situação se agravou por diversos fatores, mas principalmente pela pandemia de Covid-19. “Houve atraso na vacinação e na reação de grande parte da população para se vacinar. A retomada da economia demorou um pouco em relação ao que se esperava, com isso tivemos grandes problemas”, acrescenta.
O especialista também ressalta que desde 17 de março de 2020, houve apenas oito dias com o câmbio abaixo de R$5 por dólar “Portanto, vivenciamos quase dois anos com o mesmo fora do normal. Também tivemos a questão hídrica, o aumento no gás de cozinha. São diversos fatores que fizeram com que a inflação disparasse e terminamos o ano com uma inflação ao redor de 10,5 %”, finaliza.