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Em entrevista à Rádio Progresso Juliana Brizola projeta protagonismo do PDT na disputa ao Governo do RS

3 de março de 2026

A pré-candidata ao Governo do Estado pelo Partido Democrático Trabalhista, PDT, Juliana Brizola, afirmou em entrevista à Rádio Progresso que a sigla deverá priorizar alianças com partidos de centro e esquerda nas eleições deste ano no Rio Grande do Sul. Segundo ela, o histórico do partido sempre esteve alinhado a esse campo político, especialmente em apoio ao Partido dos Trabalhadores, PT, em pleitos anteriores.

Juliana destacou que, diante desse histórico, considera ser o momento de reciprocidade, defendendo que o PT indique o candidato a vice-governador em uma eventual chapa encabeçada pelo PDT. Enfatizou que a história política do trabalhismo não permite que esteja aliado ao pensamento e à ideologia de partidos mais à direita.

Avaliou ainda que o cenário de polarização política exige responsabilidade e diálogo. Conforme ela, o projeto trabalhista busca a construção de uma sociedade mais voltada às questões sociais, com foco na redução das desigualdades e no fortalecimento das políticas públicas.

Sobre a possibilidade concreta de coligação com o PT, Juliana observou que, embora o partido tenha chegado ao segundo turno nas últimas eleições estaduais, tem encontrado dificuldades para vencer no Estado. Em contrapartida, citou pesquisas de intenção de voto que, segundo ela, indicariam maior competitividade do PDT em um eventual enfrentamento eleitoral.

A pedetista também comentou a recente conversa que manteve, em Brasília, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com Juliana, ela foi chamada para tratar da possibilidade de aliança no Rio Grande do Sul. No entanto, ponderou que o PT tem sinalizado o nome de Edegar Pretto como pré-candidato ao Palácio Piratini.

Além do diálogo com o PT, Juliana Brizola afirmou que o PDT mantém conversas com outras legendas, como o Partido Socialista Brasileiro, PSB, o Partido da Social Democracia Brasileira, PSDB e também com o governador Eduardo Leite, atualmente no Partido Social Democrático, PSD. Segundo ela, o momento é de estudo e preparação para a elaboração de um projeto consistente de governo para o Estado.

Ressaltou que o período entre março e o início de abril, quando se abre a chamada janela eleitoral para troca de partidos por parlamentares, poderá trazer definições importantes. Ela observou, inclusive, que o futuro político do próprio governador Eduardo Leite deverá ser definido até 6 de abril.

Quanto à exigência do PT de que o PDT deixe cargos no atual governo para formalizar uma coligação, Juliana afirmou que a aliança com a gestão estadual ocorreu dentro do período legal e que, no momento adequado, o partido fará a desincompatibilização necessária. Destacou ainda que sua candidatura não é “contra” o governo Leite, mas sim propositiva.

Citou que há muitas coisas boas no governo, mas também existem pontos que precisam avançar. Para ela, o Rio Grande do Sul deixou de ser protagonista no cenário nacional e enfrenta desafios importantes, especialmente na área da educação, cujos índices, segundo destacou, estão aquém do que o Estado já apresentou no passado.

Questionada sobre o aumento dos casos de feminicídio registrados neste ano, Juliana Brizola defendeu a ampliação de políticas públicas voltadas à autonomia financeira das mulheres como forma de enfrentamento à violência. Segundo ela, apesar da existência de mecanismos de proteção, os números seguem preocupantes.

A pré-candidata acrescentou que o combate à violência passa também pela educação e pela formação das novas gerações. Destacou que é preciso trabalhar com os homens e com os meninos desde cedo, nas famílias e nas escolas, para que aprendam o respeito às diferenças. Para Juliana, a construção de uma sociedade mais justa e solidária exige um trabalho integrado entre educação e políticas sociais.

Fonte: Rádio Progresso
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