Prefeitos e vice-prefeitos da Associação dos Municípios do Planalto Médio (Amuplam) participaram nesta manhã (23) de uma reunião com técnicos da Emater/RS-Ascar para avaliação dos estragos causados pela estiagem. A reunião, coordenada pelo prefeito de Jóia, Adriano Marangon, também contou com a presença do presidente da Amuplan, prefeito de Coronel Barros, Edison Arnt, e representante da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Salmo Dias de Oliveira.”
A maior preocupação é com o desenvolvimento das lavouras de milho e soja e prejuízos também na produção de leite”, disse o gerente da Emater/RS-Ascar da região de Ijuí, Fábio Pasqualoto.
Segundo levantamento feito pela Emater/RS-Ascar, as chuvas ocorridas entre os dias 13 e 19 de dezembro na região de Ijuí foram irregulares e em volumes insuficientes para dar um fim à estiagem.
Com relação à soja, as plantas estão em fase de crescimento, por isso a chuva é essencial. No caso do milho, quase cem por cento dos mais de 83 mil hectares já foram semeados na região de Ijuí e as plantas estão na fase de floração e formação de grãos. Nessas lavouras, onde os produtores não dispõem de sistemas de irrigação, as perdas são irreversíveis.
No início do mês de dezembro o Governo do Estado anunciou o programa Avançar na Agropecuária e no Desenvolvimento Rural, disponibilizando R$ 275,9 milhões. A maior parte desse recurso (R$ 201,42 milhões) é direcionada à qualificação da irrigação. O foco do programa é preparar as propriedades rurais para o enfrentamento da estiagem, com sistemas de irrigação e açudes.
Em entrevista à Rádio Progresso nessa tarde (23), o coordenador da Famurs Salmo Dias de Oliveira afirmou que Ijuí já perdeu R$ 150 milhões. Em jóia, os prejuízos com a seca ultrapassam R$ 100 milhões.