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Encontro em Passo Fundo cria bloco Sul da área leiteira para ajudar produtores

30 de novembro de 2025

Diversos segmentos se mobilizam para tentar melhorar o preço do leite pago ao agricultor do Rio Grande do Sul e demais aspectos da cadeia leiteira. Atualmente, muitos produtores recebem menos de 2 reais por litro, o que não cobre os custos de produção. Cálculos indicam que para produzir um litro de leite é preciso investir cerca de 2 reais e 30 centavos.

Na última quinta-feira à tarde, houve audiência pública sobre o tema na Universidade de Passo Fundo. A iniciativa foi do deputado estadual, Paparico Bacchi, do PL. A produtora de leite no município de Chiapetta e primeira secretária do Sindicato Rural de Ijuí, Sula Viécili, participou do evento. Segundo ela, o encontro na UPF contou com presença de deputados estaduais de Santa Catarina e Paraná, quando foi criado o bloco Sul da área leiteira, ou seja, integrado pelos três Estados da região Sul do Brasil, que vai trabalhar na causa do leite. (Abaixo, aúdio de Sula)

Sula Viécili ainda frisou que a qualidade do leite que sai das propriedades é comprovada por testes e fiscalização, porém, quanto ao produto em pó que entra no Rio Grande do Sul de países do Mercosul, como Argentina e Uruguai, existem dúvidas sobre as características nutricionais. Sula Viécili também destacou o lançamento de campanha para incentivar o consumo do leite. Observou que no Brasil o consumo de leite é baixo, cerca de 170 litros por pessoa por ano. Se cada brasileiro consumisse um copo de leite a mais por dia, seriam 42 milhões de litros de leite.

E o tema do leite foi tratado hoje pela manhã, às 6 e 30, no programa Progresso Rural da RPI. Durante entrevista, o vice-presidente da Fetag – Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul, – Eugênio Zaneti, comentou que um dos pedidos é que o governo federal eleve o preço mínimo do leite ao produtor, pelo menos, a 2 reais e 40 centavos o litro. Porém, uma das ações mais urgentes é a implementação de uma medida antidumping contra a entrada de leite em pó do Mercosul. Segundo Zaneti, esses produtos competem com o leite gaúcho a preços que configuram concorrência desleal, deprimindo o mercado interno. (Abaixo, áudio de Eugenio).

Na semana que passou, Eugênio Zaneti representou e Fetag durante reuniões com segmentos do governo federal, em Brasília, justamente com pedidos por melhoria na cadeia leiteira.

Fonte: RPI
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