Entidades da área agrícola organizam pautas de reivindicações para entregar à Ministra da Agricultura, Teresa Cristina, que estará em Santo Ângelo, na próxima quarta-feira pela manhã, para verificar as perdas causadas pela estiagem na região. A integrante da regional da Fetag- Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul- com sede em Ijuí, e da própria direção da entidade estadual, Elisete Hintz, repassou a reportagem da Rádio Progresso os valores contabilizados até agora em relação as perdas causadas pela estiagem na agricultura familiar entre os 17 municípios de abrangência da entidade, no entanto, nem todos contabilizaram o valor até agora.
Entre os que realizaram o levantamento, o valor chega R$ 1bilhão 345 milhões. As perdas são contabilizadas nas áreas de soja, milho, hortigranjeiros, frutas, e piscicultura. Em Ijuí, o prejuízo é de cerca de R$ 250 milhões. No município de Joia, o montante ultrapassa R$ 220 milhões. Em Cruz Alta, a estiagem já causou prejuízo de R$ 300 milhões. Em Santo Augusto o valor é de R$ 109 milhões em perdas. Condor, R$ 50 milhões. Inhacorá, 25 milhões. Augusto Pestana R$ 83 milhões, Catuípe, R$ 109 milhões, Bozano, R$ 51 milhões. Além disso, em Boa Vista do Cadeado, as perdas causadas pela seca já contabilizam R$ 98 milhões 632 mil. Em Ajuricaba, cerca de R$ 80 milhões.
Diante das perdas, Elisete Hintz, explica que a região quer propor à Ministra da Agricultura, por exemplo, a anistia do programa Troca Troca de sementes de milho e de forrageiras bem como a liberação imediata do programa Pró Irriga. Além disso, a entidade vai buscar a desburocratização da abertura de bebedouros, sem a necessidade de autorização no SIOUT- Sistema de Outorga de Água do Rio Grande do Sul. Além disso, junto ao governo federal, a Fetag vai propor a prorrogação do zoneamento agrícola bem como criar critérios para avaliação de Proagro e Seguro, com liberarão total da área financiada para silagem e novo plantio da cultura.
A entidade também buscará a anistia do Custeio Pecuário , a prorrogação ou anistia da prestação desse ano do crédito emergencial dos R$ 20 mil e a prorrogação sem juros nas prestações dos investimentos desse ano. Ainda junto ao governo federal, entre as inúmeras reivindicações, a entidade que representa os agricultores vai buscar a abertura de crédito emergencial para agricultores familiares e para o setor leiteiro, sugerindo o valor de R$ sugestão de R$ 50 mil.