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Expodireto começa com mobilização do agro contra dívidas, royalties e outros temas

9 de março de 2026

O primeiro dia da 26ª Expodireto Cotrijal, em Não Me Toque, nesta segunda-feira, 09, é marcado por mobilização dos segmento agrícola. Produtores rurais e dirigentes sindicais realizam protesto devido ao endividamento agrícola, royalties e demais temas. O movimento é organizado pela Associação dos Produtores e Empresários Rurais (APER) e Movimento Securitização Já.

A manifestação iniciou por volta das 6 horas no local denominado Invernadinha, na ERS 142, em Não Me Toque, entroncamento com o município de Victor Graef. Conforme um dos organizadores do protesto, Oldemar Padilha, do município de Jóia, após o grupo partiu em caminhada por seis quilômetros até o parque da Expodireto. Também há representação de Ijuí. 

A mobilização, na Expodireto serve para pedir soluções sobre o endividamento agrícola, resultado das frustrações das últimas safras, especialmente devido a estiagens, cobrança de royalties, crise nos setores do leite a arroz, importação de leite de países do Mercosul, insegurança jurídica, falta de políticas estruturantes para a agricultura e ainda há cobrança por uma política de seguro agrícola acessível e funcional. 

Royalties

Sexta-feira, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG) ingressou na Justiça com ação coletiva em defesa dos agricultores familiares diante de práticas que considera abusivas na cobrança de royalties sobre tecnologias na produção de soja.

Esta é a quarta ação judicial da entidade. A ação foi ajuizada contra empresas do grupo Cultive Biotec, responsáveis pela comercialização e cobrança de royalties relacionados às tecnologias utilizadas na produção de oleaginosa. A FETAG esclarece que não questiona a importância da inovação tecnológica, mas a forma como algumas tecnologias são usadas para impor cobranças desproporcionais.

Em alguns casos, tecnologias cujas patentes já expiraram ainda servem de base para cobrança, mesmo que estejam em domínio público. Outro ponto é a falta de clareza nas informações aos produtores. Muitos agricultores são orientados a pagar por hectare, quando, na prática, a cobrança considera a produção, com referência de 66 sacas por hectare. A chamada “multa na moega”, que prevê 7,5% sobre a produção, conforme a FETAG, também penaliza quem enfrenta safras frustradas e cria pressão econômica sobre os agricultores.

Fonte: RPI
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