A falta de chuva em maior volume faz com que a estiagem aumente e castigue comunidades interioranas de Joia. Durante a manha desta quarta-feira, 22, em entrevista ao programa Rádio Ligado, o prefeito Adriano Marangon de Lima trouxe um panorama da atual situação vivenciada no município. Atualmente, o que mais preocupa, é a falta de água para animais.
“A preocupação é com quem tem gado. Fizemos a abertura de mais de 100 bebedouros e, em média, cerca de 18 a 20 tiveram água, os demais estão secos. Lamentamos porque todo o investimento que o produtor faz é perdido porque não tem água. Em algumas propriedades está faltando alimento para o gado”, lamentou Marangon.
Hoje, seis famílias recebem água potável levada por um caminhão da prefeitura. Quanto à produção de grãos, o prefeito identificou que a soja dá a falsa impressão de que haverá produtividade. “Está difícil a situação. A soja está verde, mas não vai ter produção. A localidade de Cará apresentou um maior nível de precipitações quando a planta estava em crescimento, no entanto quando a planta precisava produzir o grão, faltou chuva. Nas outras regiões. Mais na divisa com Tupancieretã, nas regiões dos assentamentos, a estiagem foi mais severa ainda”, destacou.
O decreto de emergência foi feito pela prefeitura em 27 de dezembro e foi homologado pelo Estado e reconhecido pela União. A intenção é comprar alimento para a população necessitada. “O Governo Federal disponibilizou R$ 540 mil para aquisição de cestas básicas. O Estado está por anunciar alguma medida que deve auxiliar os produtores e principalmente os criadores de gado”, concluiu Marangon.
A Emater vai atualizar nas próximas horas o novo levantamento dos prejuízos. Na última análise, feita há duas semanas, as perdas estavam em R$ 414 milhões.