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Mudanças no ensino municipal geram questionamentos de pais em Jóia

19 de fevereiro de 2026

Alguns pais de estudantes do município de Jóia estão questionando alterações propostas para o funcionamento do ensino na rede municipal. Em entrevista à Rádio Progresso, Carlos Deniz de Lima e Tereza da Cruz relataram apreensão da comunidade escolar e lembraram que situação semelhante já havia ocorrido cerca de quatro anos atrás.

Na época, segundo Carlos, houve ingresso de ação na Vara da Criança e do Adolescente, com decisão favorável à comunidade escolar. Ele afirma que as novas mudanças estão causando forte impacto no aprendizado, no aspecto psicológico e também na convivência das crianças dentro da comunidade.

Carlos destacou que os pais não são contrários às adequações nem às escolas municipais, mas entendem que faltou planejamento por parte do município para investir nas instituições e implantar as alterações de forma gradativa. Também ressaltou que as famílias precisam ter direito de escolha ao decidir onde matricular seus filhos.

De acordo com ele, muitos pais, em sua maioria pequenos agricultores, buscam o melhor para os filhos, e a procura por escolas estaduais ocorre, principalmente, devido à falta de investimentos na rede municipal. Ele citou como exemplo a Escola Estadual Antônio Mastella, que, segundo relata, possui melhor infraestrutura que unidades municipais.

Entre os problemas apontados estão falhas de climatização, necessidade de melhorias estruturais e carência de investimentos em biblioteca e informática. Tereza da Cruz também manifestou preocupação. Segundo ela, anteriormente os pais podiam matricular os filhos em qualquer escola, situação que teria mudado agora. Ela relatou que a Escola Municipal Silva Jardim, onde estuda sua filha, apresenta estrutura considerada deficitária, inclusive com problemas elétricos antigos.

A mãe afirmou ainda que a administração municipal tem orientado as famílias a matricular os estudantes na rede municipal, porém a falta de investimentos gera insegurança. No primeiro dia de aula, ela relata ter sido informada pelo motorista do transporte escolar que o serviço seria oferecido apenas a alunos do ensino médio.

Como sua filha cursa o 7º ano na Escola Estadual Antônio Mastella, foi comunicada de que não teria direito ao transporte. Tereza acrescentou que outra mãe tentou matricular um filho de três anos, com autismo e laudo médico, mas teria recebido a informação de que poderia efetivar a matrícula sem garantia de transporte.

Carlos afirmou ainda que os pais não receberam orientação clara sobre as alterações e que alunos chegaram a criar expectativa de acesso ao serviço, posteriormente frustrada por mudanças no planejamento. Conforme o grupo, cerca de 20 estudantes estão sendo mais diretamente impactados pelas medidas, sendo que aproximadamente 30% deles possuem laudos médicos ou necessidades de acompanhamento psicológico e de saúde.

Já o prefeito Dionei Lewandowski, disse que estas alterações que estão sendo propostas, foram discutidas com a comunidade escolar ainda em 2025. Explicou que todas as mudanças estão dentro da lei e que foi enviado projeto para a Câmara de Vereadores, que aprovou a referida matéria.

Fonte: Rádio Progresso
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