A Páscoa celebrada neste domingo, 17, tem alguns itens que são tradicionais e uma marca da data, como os ovos de chocolate e coelhinhos. Mas, ao longo do tempo, o artesanato também vem ganhando espaço e integrando os presentes trocados pelas famílias ou decorando os espaços.
Com isso, abre-se um importante mercado para pessoas como a artesã ijuiense Fabiana Eloisa Trevisan. Vivendo apenas do artesanato há 10 anos, a empreendedora conta que a Páscoa vem se tornando um período de vendas importante para sua produção.
“Na Páscoa está aumentando bastante o comércio de itens de decoração para a data. Antigamente, nós tínhamos só o Natal, que era a época que se vendia muito. Já hoje a Páscoa tem se aproximado cada vez mais do que é o Natal. Minhas vendas de Páscoa, por exemplo, têm aumentado bastante”, relata a artesã.
A decisão de ‘viver da própria arte’
Trabalhando na confecção de diversos itens à base de tecido, Fabiana é um exemplo de empreendedora que começou a viver da sua própria produção, ou da ‘própria arte’, em um período onde empreender não era uma decisão fácil. Na época, ela largou um emprego fixo em uma padaria para focar apenas no artesanato.
“No começo foi meio difícil, porque eu saí do meu emprego em uma padaria e logo em seguida engravidei. Naquele período, eu vivia com o seguro-desemprego, mas precisava incrementar a minha renda e definir o que faria depois de dar à luz. Com o apoio da minha família, optei pelo artesanato. Minha mãe sempre diz que eu ‘tenho mãos de fada’ para essas coisas. Então, abri o meu CNPJ, o MEI, me associei a algumas associações, comecei a fazer alguns cursos para me aperfeiçoar e o negócio foi se desenvolvendo e hoje eu me sustento com o artesanato, só vivo disso”, conta a artesã, relatando que no início, ela chegou a ficar mais de um mês sem vender um real da sua produção.
“Seria para mim ter desistido na época, mas como eu sou teimosa eu persisti e hoje tenho clientes fixos que sempre me procuram. Hoje, vejo que deu certo e que valeu a pena persistir. Inclusive, eu sempre digo para as meninas novas que chegam na associação: ‘no começo é difícil, é, mas a gente não pode desistir. Tem que tentar, arriscar, porque dá certo’”, relata a artesã, que atualmente preside a associação de artesãos de Ijuí. Fabiana também conta que sua renda hoje é bem maior do que ela ganharia se seguisse atuando em um emprego fixo como estava.
Nesse sentido, a artesã finaliza orientando as pessoas que tem o sonho de empreender vivendo da sua própria criatividade: “não desista, experimente, tente, pois não custa tentar. As vezes faz tão bem para as pessoas, para a gente, fazer o que se gosta. Quando eu termino uma peça nova que eu faço, eu olho para ela e me pergunto: ‘nossa, será que fui eu mesma que fiz?’. Eu sempre me encanto com as minhas peças e isso me faz muito bem. E o artesanato é isso, é um detalhe diferente, um extra, a gente coloca amor em cada peça e cada peça sai diferente”, ressalta Fabiana.
Ouça o relato completo
