Não é de estranhar este fenômeno a nível mundial de aumento de ataques de hackers. Os tempos de pandemia desencadearam o crescente uso da internet, não só por causa do teletrabalho, mas também pelo tempo que nos sobra passado em casa, devido ao confinamento, parcial ou total.
Este é o solo fértil ideal para fomentar os ataques cibernéticos, cuja única arma principal necessária é a nossa internet. Apesar de ser uma consequência expectável, não significa que estes hackers não encontrem métodos criativos, capazes de enganar até os mais cuidadosos, originando golpes cibernéticos por todo o mundo, de inúmeras formas.
Aumento dos Ataques Cibernéticos
Só em Portugal, o aumento dos ataques cibernéticos aumentou 79% em 2020, em comparação com o ano de 2019, avançou o jornal “Diário de Notícias”. Este aumento recai sobretudo nos utilizadores bancários e como podemos constatar, este aumento nasceu no ano em que o Covid-19 se instalou neste país.
A CheckPoint também relata que Brasil tem sido alvo de ataques cibernéticos multivetor (ransomware, botnets, ataques DDos e de remote code execution). Estes ataques exploram pontos fracos nas infraestruturas das organizações e baseiam-se sobretudo em campanhas de emails phishing.
Por todo o mundo, estes ataques de hackers sofreu um aumento preocupante e, segundo a empresa de auditoria Deloitte, cerca de 47% das pessoas que trabalham em casa irão sofrer um ataque através do golpe cibernético de emails phishing. Também informam que, no dia 8 de julho de 2020, a polícia da cidade de Londres reportou que, desde janeiro de 2020, mais de 11 milhões de libras foram perdidas devido a golpes cibernéticos. Na Suíça, um em cada sete indivíduos experienciou um ataque cibernético no período da pandemia.
Estes números são alarmantes. Contudo, podemos começar a estar mais atentos se estivermos bem informados. Aqui apresentamos os principais esquemas dos ataques de hackers no período da pandemia:
Phishing emails
Este deve ser o principal esquema utilizado pelos hackers. Phising emails consistem no envio de emails, disfarçados de organizações legítimas, como a Organização Geral de Saúde. Podem conter links onde afirmam que possuem informações importantes relativas a alterações do estado de pandemia. Uma vez clicado no link, redireciona a pessoa a sites que tentam infetar os dispositos através de vírus, malware e spyware. Também podem conter anexos infetados, como simples documentos em Word.
Lojas Online falsas
Este golpe cibernético baseia-se na criação de uma loja online dedicada à venda de produtos relacionados com o Covid-19, como máscaras, álcool em gel e desinfetantes. A pessoa, só depois de ter efetuado compra, percebe que a loja não é legítima pois o produto, ou nunca chega a aparecer ou, se aparecer, é de muita má qualidade.
Telefonemas fraudulentos
Consiste num contacto telefónico, onde a pessoa do outro lado se identifica como autoridade pela parte da DGS. Também poderá ser uma chamada de voz automática! É solicitado o agendamento da toma da vacina, mediante pagamento. Fornecem à pessoa os dados para efetuar o pagamento. Só mais tarde e muitas vezes depois de já ter efetuado o pagamento, constatamos que não passou de uma fraude.
Como ficar protegido?
Neste artigo vamos falar dos principais métodos usados para cometer estes ataques cibernéticos e maneiras de preveni-los.
– A VPN, sigla para Virtual Private Network, é um serviço que protege a tua ligação à internet e privacidade online. Tem várias utilidades, como ocultar o teu endereço IP e permite-te utilizar hotspots WI-FI públicos com segurança. Por outras palavras, ninguém pode “espiar-te”, pois quando navegas a internet através de uma VPN, o teu tráfego fica encriptado para que ninguém possa ver o que fazes online. Assim, informações pessoais como dados bancários, morada, comércio online ou outro tipo de informação pessoal, usada na internet, fica vedada. A VPN funciona em qualquer dispositivo, em Windows, Android, Mac e iOS. A VPN Mac está instalada em 3 simples passos, e poderá possuir o Mac VPN. Afirmamos que a decisão de instalar o VPN está correta.
– Verificar o endereço de email enviado. O nome da pessoa poderá conter o nome da Organização que se autoproclama mas, se o email for enviado por um email regular, como Gmail, AOL, Yahoo, o mais provável é que a conta seja falsa.
– Se te enviarem um link, assegura que começa por “https://” e não “http://”, antes do URL.
– Não faças download de nenhum anexo, a não ser que tenhas a certeza que foi enviado por uma fonte em tu confias.
– Compra produtos online apenas de lojas que conheces. Se não conheceres a loja, faz uma pesquisa detalhada do vendedor. Se não te parecer suspeito, não faças a primeira compra de um valor elevado.
– Ignora ou desliga qualquer telefone relacionado com a toma da vacina em que te que solicitam o pagamento.
– Sê séptico e vigilante com campanhas de angariação de fundos para vítimas do COVID-19, especialmente se fizeram pressão para agires de imediato de maneira a fazeres o pagamento.