O município de Ijuí terá em 2021, pela primeira vez na história, um mandato coletivo na Câmara de Vereadores. Bruna Gubiani e coletivo democrático, que concorreram pelo PCdoB, receberam 1.022 votos, e ocuparão uma cadeira no Legislativo ijuiense a partir do dia 1º de janeiro. O processo eleitoral deste ano foi o primeiro no qual o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contemplou a modalidade de candidatura coletiva, que ainda suscita muitas dúvidas. Em Ijuí, Bruna Gubiani será a representante legal do coletivo, composto também por Ana Carolina Monteiro, Tarcila Padilha, Etienne Raseira e Luciana Bohrer. Bruna Gubiani vai participar das sessões legislativas, mas a intenção é propor alterações no Regimento Interno da Câmara, para que as outras quatro integrantes do coletivo também possam participar das atividades formais do mandato. Quanto ao subsídio financeiro do mandato, o valor de aproximadamente R$ 7 mil será utilizado para estruturar os movimentos populares, e custos operacionais dos projetos que o gabinete pretende implementar. Na estrutura da Câmara, o coletivo ainda terá direito a um cargo de chefe de gabinete, que será ocupado por Luciana Bohrer. Para além das questões práticas, o coletivo democrático defenderá uma série de bandeiras ideológicas na Câmara de Ijuí. Questões como a participação da mulher nos espaços públicos, e o respeito aos direitos humanos, serão alguns dos principais pontos de pauta do coletivo ao longo do mandato. Ainda conforme a vereadora Bruna Gubiani, o coletivo, eleito pelo PCdoB, que em tese é oposição ao governo de Andrei Cossetin, votará as propostas do Executivo a partir de uma análise criteriosa sobre os benefícios para a população ijuiense, independe de questões políticas ou partidárias.