O governo do Rio Grande do Sul está sob chefia interina do presidente da Assembleia Legislativa, Valdeci Oliveira. Ele assumiu o comando do Estado ontem à tarde, pois o governador, Ranolfo Vieira Júnior, cumpre agenda hoje e amanhã em Brasília e São Paulo. “Mantemos a tradição republicana de nosso Estado, que é de diálogo entre os poderes. A transmissão do cargo de governador também representa isso”, disse Ranolfo. Amanhã, final da tarde, Ranolfo Vieira Júnior vai reassumir o governo estadual.
Durante entrevista hoje pela manhã na RPI, Valdeci Oliveira frisou que nesses dois dias que está à frente do Executivo gaúcho não vai inventar nada e considera a passagem de comando por parte de Ranolfo um gesto de confiança. Nesta manhã, Oliveira assinou a manutenção do programa Rio Grande Contra a Fome, que une diferentes esferas, e que é considerado pelo presidente da Assembleia Legislativa uma das grandes iniciativas desse ano no Rio Grande do Sul.
Já ao meio-dia de hoje Valdeci Oliveira teve encontro com o secretário estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Domingos Antônio Velho Lopes, para discutir consequências da falta de chuva que afeta, principalmente, a área agrícola. O governador interino observa que quando assumiu o parlamento do Estado, no início de 2022, uma das grandes pautas era a estiagem que castigava o Rio Grande do Sul e, agora, é preciso avaliar quais os avanços, por exemplo, em irrigação, construção de açudes e poços, cuidados com mananciais de água, dentre outras questões, até porque novamente há falta de chuva.
Para esses últimos dias de ações de 2022 na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Oliveira comentou na Progresso que deverá ser votado o novo salário mínimo regional e espera que até quarta-feira o Estado encaminhe um conjunto de medidas referente ao funcionalismo. O presidente da Assembleia gaúcha também informou que no dia primeiro de janeiro vai dar posse ao governador reeleito, Eduardo Leite, e ao vice eleito, Gabriel Souza.
Já a posse dos deputados estaduais eleitos em outubro para a próxima gestão vai ocorrer dia 31 de janeiro, com escolha da mesa diretora do parlamento para 2023. A tendência é que se mantenha para os próximos quatro anos na Assembleia Legislativa o rodízio em que os quatro partidos com maior número de deputados elegem o presidente da casa a cada ano. O PT elegeu 11 parlamentares, seguido pelo PP, com sete, MDB, 6, e, após, PSDB, PL e Republicanos com 5 deputados cada.