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Presidente da Ceriluz projeta avanços na geração de energia na região

28 de janeiro de 2026

Com cerca de 15 mil associados e atuação em 23 municípios da região, a Ceriluz elegeu, na última sexta-feira, dia 23, a nova diretoria que estará à frente da cooperativa no período de 2026 a 2030. Em entrevista à Rádio Progresso, o presidente da Ceriluz Geração, Valmir Elton Seifert, destacou que o novo ciclo será marcado por grandes desafios, mas também por importantes oportunidades de crescimento e consolidação do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos.

Atualmente, a Ceriluz conta com aproximadamente 60 megawatts de potência instalada, distribuídos em 10 usinas de geração de energia. Destas, cinco pertencem integralmente à cooperativa e as demais operam em parceria com empresas privadas, fortalecendo o modelo cooperativista e ampliando a capacidade de investimento.

Entre os destaques, Seifert citou a Usina da Linha 11, a mais recente da Ceriluz, que já está em funcionamento e deve ser inaugurada oficialmente ainda neste ano. Além dela, lembrou de outras pequenas centrais hidrelétricas, como a da 155, a Usina Centenário, localizada atrás do Parque de Exposições, a Usina Igrejinha, na divisa entre Boa Vista do Cadeado e Jóia, além de outros empreendimentos que seguem em atividade ou em fase de implantação pela cooperativa.

Para este ano, a Ceriluz Geração possui cerca de 15 projetos em andamento ou em fase de planejamento. Dentre eles, quatro são considerados grandes projetos no Rio Ijuí. Há ainda usinas em instalação, como a de Ponte Nova, no Rio Conceição, em Augusto Pestana, e outro empreendimento em Coronel Barros, que já conta com licença ambiental. Segundo Seifert, embora a cooperativa tenha gestão separada entre Geração e Distribuição, para o associado a Ceriluz é uma só, atuando de forma integrada em benefício da comunidade.

O presidente também ressaltou que, enquanto a maioria das cooperativas do setor consegue implantar uma usina a cada cinco anos, a Ceriluz tem alcançado a marca de uma nova usina por ano. Diante desse ritmo acelerado de crescimento, a cooperativa pretende intensificar os cuidados com as usinas mais antigas, priorizando ações de manutenção e trabalho preventivo.

Nesse sentido, já foi contratada uma equipe especializada de mergulhadores, oriunda de Santa Catarina, que atuará a partir de fevereiro na limpeza dos rios, especialmente nas entradas das usinas. Conforme explicou Chico Seifer, as enchentes registradas nos últimos anos provocaram o acúmulo de árvores e outros materiais próximos às turbinas, o que acabou reduzindo a capacidade de geração de energia em alguns empreendimentos.

Por fim, Seifert enfatizou que um dos principais marcos recentes da Ceriluz Geração foi a conclusão da Usina Linha Onze Oeste, em Coronel Barros. Com capacidade instalada de 24,3 MW, operando atualmente em torno de 17 megawatts, o empreendimento representa um feito histórico para o cooperativismo brasileiro, consolidando-se como a maior usina já construída por uma cooperativa no país e reafirmando o protagonismo da Ceriluz no setor energético.

Fonte: Rádio Progresso