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Réu pelo assassinato dos quatro filhos em Alvorada passará por perícia psiquiátrica

30 de abril de 2023

Acusado de ter assassinado os quatro filhos em Alvorada, na Região Metropolitana, David da Silva Lemos, 28 anos, deverá passar por perícia psiquiátrica para avaliar sua sanidade mental. Segundo o Tribunal de Justiça (TJ-RS), o pedido foi feito pelo Ministério Público (MP). 

Quatro meses após o crime, seis testemunhas foram ouvidas pela Justiça, em audiência realizada na última quinta-feira (27) no município da Grande Porto Alegre. Yasmin, 11 anos, Donavan, oito, Giovanna, seis, e Kimberlly, três, foram encontrados mortos dentro da casa do pai, em dezembro.

As seis testemunhas que falaram à Justiça nesta primeira audiência foram indicadas pelo Ministério Público, responsável pela acusação. Durante a manhã, foram ouvidas a avó paterna das crianças, que foi quem encontrou os corpos dos netos dentro da casa do filho. 

cometido o crime, disse que não aceitava o término do relacionamento e que se sentia traído pela ex. Na fase judicial, o réu pode optar por permanecer em silêncio se desejar. 

Perícia

Durante a audiência de quinta-feira, o juiz Marcos Henrique Reichelt, da 1ª Vara Criminal de Alvorada, atendeu ao pedido do Ministério Público para que Lemos passe por perícia psiquiátrica. Segundo o promotor Marcelo Tubino, responsável pela acusação, a solicitação foi feita com intuito de sanar qualquer dúvida que possa pairar sobre o caso ainda na fase da instrução. 

— Na cena do crime, houve apreensão de alguns remédios e, além disso, houve depoimentos no sentido de que ele teria sido internado no passado, mas não ficou claro o motivo, se por alguma moléstia ou em razão do consumo de drogas. De outro lado, temos um fato praticado com alguma estratégia, que envolve a fuga da cena do crime e, a possibilidade de algum planejamento. O que iria de encontro a alguma perturbação mental. Quem tem um surto não é tão organizado. Pela maneira como o crime foi praticado, as mensagens trocadas, não nos parece que ele tenha alguma perturbação. Mas é algo que um profissional vai poder dizer — esclarece o promotor sobre o pedido realizado.

Agora, Lemos deverá ser encaminhado para realização da perícia, que irá elaborar um laudo, apontando se o réu era ou não capaz de compreender os próprios atos na época do crime. Por se tratar de um preso provisório, o TJ nomeou um perito cadastrado para fazer a procedimento e, assim, abreviar o prazo para a sua conclusão. A data ainda não foi definida.

Somente depois disso, a Justiça deverá agendar nova audiência para dar seguimento às oitivas. Ao final dessa fase, a Justiça definirá se o preso deve ou não ser encaminhado a julgamento — nesse caso, no Tribunal do Júri — pelo assassinato das crianças.

 

Fonte: GZH
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