Uma das estratégias da secretaria da Saúde de Ijuí para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, febre chikungunya e zica vírus é a instalação de ovitrampas. Trata-se de armadilhas de monitoramento para detectar a presença e densidade do inseto. Compostas por um vaso com água e uma paleta de madeira, as ovitrampas atraem as fêmeas para depositar ovos, o que permite que agentes de saúde identifiquem focos e intensifiquem ações preventivas. A instalação ocorre nas residências.
Segundo Elizangela Lucchese, integrante da equipe de Vigilância Ambiental da prefeitura de Ijuí, ontem inciou a instalação de ovitrampas em demais locais da cidade. O projeto começou ano passado com implantação de 50 armadilhas e, agora, são quase 400 em todo município. Elizangela Lucchese explica que as ovitrampas demonstraram grande presença de ovos do aedes aegypti em algumas regiões de Ijuí, o que agora exige outro tipo de ação. (Abaixo, áudio de Elizangela Lucchese).
Elizangela Lucchese esclarece que antes da utilização do BRI_ – Borrifação Residual Intradomiciliar – profissionais da saúde de Ijuí passam nos imóveis para explicar aos moradores os cuidados em razão do produto. As áreas da cidade de Ijuí onde as ovitrampas indicaram maior presença de ovos ou infestação do aedes aegypti são o centro, ainda bairros Assis Brasil, Burtet, Mundstock, Progresso, Penha, Osvaldo Aranha, Thomé de Souza, São José e Pindorama. Nesse ano, Ijuí tem seis casos confirmados de dengue e 10 em investigação.