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Substiuição de árvores e limpeza frequente: como a prefeitura age no combate à infestação de pombos na Praça da República

20 de dezembro de 2021

Quem vai conferir os espetáculos natalinos na Praça da República de Ijuí dificilmente não vai sair “premiado” com fezes de pombo. O surto dos animais não é de hoje e incomoda tanto o poder público, que já fez ações de limpeza através de solicitação ao Corpo de Bombeiros e com os demais servidores, quanto a população que frequenta o local.

O biólogo da Secretaria do Meio Ambiente, João Pedro Ghesing, afirma que o grande volume de pombos já havia ocorrido em outros momentos. “Há 10 anos começamos a ter um surto na praça do pombo da espécie Zenaida, que tem como característica ser o pombo de bando”. Para o especialista, há uma sazonalidade, sendo que têm alguns anos que se vê o aumento da população de pontos e esse surto naturalmente some. “Eu imagino que tenha muito a ver com o clima. Em 2011 tivemos uma grande estiagem e agora o período também é assim”, destacou.

Conforme Ghesing, há algumas medidas que alguns municípios tomam. “Alguns usam rojões, mas aqui não é possível porque a legislação não permite. Há efeitos sonoros que são inaudíveis para os humanos e causa efeito em aves que frequentam o meio urbano. Algumas cidades utilizam espantalhos de predadores, como águias, mas os efeitos são paliativos. Funcionam até um certo tempo, porém os animais se habituam. O pombo é muito acostumado com o meio urbano e se acostuma com ruídos e espantalhos”, revelou.

Para o biólogo, há dois fatores que são preponderantes no aumento do número de pombos: um deles é o local para repouso em ninhos ou outro é a oferta de alimentos. “É um animal que pode se alimentar fora da cidade e pernoitar na área urbana. Então ele não possui esse comportamento territorialista. Como medida a ser tomada, temos substituído algumas árvores da praça, principalmente aquelas que têm uma copa mais densa. Eliminamos as canelas e os ficus e fizemos o raleio dos taquarais”.

Quanto aos problemas com a saúde, existem algumas doenças relacionadas às fezes do pombo. São doenças fúngicas que ocasionam problemas na pele ou doença pulmonar. “Isso só ocorre quando há acumulo de fezes temporário. Se é feita a limpeza não temos esse inconveniente porque não dá o tempo para o fungo se proliferar”, constatou.

Uma das formas mais eficazes de reduzir o número de pombos é diminuir a oferta de alimentos. “Há muito alimento descartado de forma irregular”, concluiu Ghesing. 

Fonte: Rádio Progresso
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