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Trabalho prisional impulsiona produção de acessórios pet no Presídio de Santo Ângelo

22 de março de 2026

Uma iniciativa voltada à valorização do trabalho prisional e à promoção da ressocialização de pessoas privadas de liberdade tem gerado resultados expressivos no Presídio Regional de Santo Ângelo (PRSA). A ação é desenvolvida pela Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS) e pela Polícia Penal, por intermédio da 3ª Delegacia  Regional da Polícia Penal (DRPP), em parceria com uma empresa, sediada no município.

Do segundo semestre de 2025 até o final de fevereiro deste ano, a produção já alcançou aproximadamente 165 mil adesivos groomer; 79,6 mil adesivos emborrachados; 36,5 mil bandanas; 15,7 mil adesivos sortidos; 8,9 mil laços prontos; 3,3 mil gravatinhas; 1,8 mil colarinhos; e 360 passa-fitas, evidenciando o potencial do trabalho prisional como ferramenta de capacitação e reintegração social.

O projeto, formalizado por termo de cooperação, possibilita que sete apenados atuem na confecção artesanal de acessórios destinados a cães e gatos, posteriormente comercializados em estabelecimentos do segmento. Os itens são costurados manualmente, e a atividade laboral garante aos participantes o benefício da remição de pena na proporção de um dia a menos na condenação a cada três dias trabalhados, conforme estabelece a Lei de Execução Penal. Além disso, os trabalhadores recebem remuneração de até 75% do salário mínimo nacional.

A ação integra a política institucional de incentivo ao trabalho no sistema prisional, o projeto Mãos que Reconstroem, estratégia reconhecida como instrumento essencial para o desenvolvimento de habilidades profissionais, fortalecimento da disciplina e ampliação das oportunidades de reintegração social após o cumprimento da pena.

Para a delegada da 3ª DRPP, Darlen Bugs, a parceria evidencia como a cooperação entre o poder público e a iniciativa privada pode gerar resultados positivos tanto para a sociedade quanto para o sistema prisional. “Além de contribuir para a disciplina e a organização no ambiente carcerário, o trabalho permite que os apenados adquiram experiência profissional e compreendam o valor da atividade produtiva, fatores essenciais para a construção de novos projetos de vida após o cumprimento da pena. Nosso objetivo é ampliar cada vez mais iniciativas dessa natureza, fortalecendo políticas que promovam dignidade, responsabilidade e efetiva reintegração social.”

 

Fonte: Polícia Penal. Foto: Polícia Penal
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