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IOÍ estuda vacina contra a dengue e oferece touca que impede queda de cabelo durante quimioterapia

6 de julho de 2022
Oncologista Fábio Franke. Foto: reprodução/internet

O Instituto de Oncologia de Ijuí (IOÍ) avança em várias linhas de pesquisa para o câncer. Hoje, a parceria com o Hospital Moinhos de Vento é uma realidade e visa atender doenças que são mais comuns no Brasil e alguns tipos de câncer que não existem tratamentos disponíveis.

Conforme o doutor Fábio Franke, diretor do IOÍ, além disso temos avançado em alguns estudos de vacina. “Brevemente iremos receber um estudo para a vacina contra a dengue. Sabemos que é um problema com alta incidência na região”, disse em entrevista ao programa Rádio Ligado.

O pesquisador afirmou que existem tratamentos como imunoterapia combinada para novos tipos de câncer e a ideia é sempre estar em contato com as linhas mais avançadas de tratamento e poder proporcionar isso aos pacientes de Ijuí e região.

Uma novidade para os pacientes do instituto é a touca inglesa vem como um bônus para quem realiza o tratamento no IOI. “Isso é uma inovação na região Principalmente para as quimioterapias que podem gerar perda de cabelo. Isso acaba gerando um impacto emocional muito grande nas pacientes. Com o tratamento que ofertamos transformamos vidas acabando com esse estigma na queda de cabelo e sendo muito importante na qualidade de vida”, revelou.

De acordo com o doutor, existe uma estatística que na América Latina que o câncer é uma doença em aumento de incidência e que nas próximas duas décadas haverá um aumento considerável de novos casos. “Durante a pandemia houve um represamento nos diagnósticos nesses dois anos. Pessoas deixaram de fazer exames e muitos exames deixaram de ser feitos. Em maio do ano passado até cirurgias para o câncer foram canceladas por falta de estrutura hospitalar. Agora, isso precisa ser colocado em dia”, disse Franke.

Para o doutor, na parte de medicina privada, os pacientes conseguem ter acesso mais fácil. “Quanto a medicina pública, não existe um aporte de recursos que permita dar vasão à essa fila. Existe um estudo que aponta que podemos levar até 10 anos para colocar essa fila em ordem. No momento em que passamos por uma crise econômica e uma guerra é um desafio atender a população mais carente. Por isso que é importante parcerias com a iniciativa privada e possibilita que podemos desonerar o SUS”, concluiu.

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