A Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas negocia a compra do imunizante Covaxin, em produção pela farmacêutica indiana Bharat Biotech, contra a Covid-19. Ontem, uma comitiva da associação retornou da Índia, onde houve encaminhamentos para a aquisição. A proprietária da empresa Companhia da Vacina, Alessandra Dull (foto), disse nesta manhã, durante entrevista na RPI, que restam mais alguns trâmites. Por isso, ainda não é possível informar quantas doses vão ser compradas e quanto serão disponibilizadas para a população. Também não há como detalhar o preço das doses, porque depende, por exemplo, da logística de repasse para o Brasil e do quantitativo.
Alessandra Dull frisou que haverá esforço conjunto entre a rede particular e o SUS para imunização do maior número de pessoas contra o coronavírus, a fim de ter melhor barreira de proteção em relação à doença. A entrevistada explicou que a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas entrou em contato com todos os laboratórios que estão na fase 3 de produção do medicamento de combate à Covid e a empresa indiana se mostrou interessada em comercializar para o Brasil.
Além disso, a Covaxin é mais adequada para as clínicas particulares, pois pode ser armazenada entre 2 e 8 graus negativos, e as empresas têm refrigeradores com a mencionada característica, visto que mantém outros imunizantes nessa mesma temperatura.
Já a vacina contra o coronavírus em produção pela Pfizer, por exemplo, precisa ser guardada a 70 graus negativos, o que exige refrigeradores especiais. Alessandra Dull destacou que á aguardada decisão do Ministério da Saúde para saber quem poderá se vacinar, ou seja, se haverá restrição de idade. A Companhia da Vacina possui unidade em Ijuí. Também na Colmeia do Trabalho, a clínica Imunijuí participa do grupo que tenta importar a imunização contra a Covid da Índia.