Analisando os acidentes do período de 2007 a 2017, o Detran RS identificou que o Dia do Trabalho tem uma média de 7,1 falecimentos por dia, pouco abaixo da média diária dos finais de semana em que não há operação (7,3 óbitos/dia) – e bem acima da média geral dos 15 feriados e datas comemorativas em que a operação acontece (6,3 mortes/dia). Isso corresponde a dizer que a cada 3 horas e 22 minutos, uma pessoa perde a vida no trânsito, no feriado do Dia do Trabalho. No ano passado, foram 24 mortes em quatro dias de operação, considerando as pessoas que morreram até 30 dias pós-acidente. Em 2016, foram 15 mortes no mesmo período.
Quanto aos locais em que ocorreram os óbitos, 61% são rodovias (federais e estaduais). Nos municípios, destaca-se Porto Alegre (14 mortes), seguida por Pelotas (nove) e Gravataí (oito). Somente as rodovias BR-116, BR-290 e RS-122 respondem por 23,5% das mortes ocorridas no período. A análise identifica informações estratégicas que permitem o emprego mais eficaz dos efetivos de policiamento e fiscalização de trânsito, bem como ações educativas preventivas.
Desde o feriado de Proclamação da República de 2011 já foram realizadas 87 operações, com mais de 5,2 milhões de veículos fiscalizados e 195,7 mil testes de etilômetro realizados. Foram registradas mais de 925,7 mil infrações, sendo 18,3 mil autuações por embriaguez, incluindo as recusas ao teste do bafômetro. A fiscalização também recolheu 87,8 mil veículos e mais de 23,8 mil CNHs.