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Ijuí não registra feminicídio desde 2019

22 de abril de 2022

O delegado Antônio Gilberto Matter Soares, responsável pela Delegacia Especializada ao Atendimento à Mulher avaliou, em entrevista à Rádio Progresso,  os casos de violência em Ijuí e região. Segundo ele, de 2019 pra cá, os números demonstram diminuição de registros de casos de violência contra a mulher.

No entanto para Antônio os dados podem passar uma falsa sensação de segurança. “Isso não significa necessariamente que a violência doméstica tenha diminuído. Em razão da pandemia, muitas vítimas podem ter deixado de fazer o registro”, comentou.

O comandante da DEAM comemorou o fato que desde 2019 Ijuí não registra feminicídio. O último caso foi em 25 de dezembro daquele ano, quando Vitória Gabrieli da Rosa Nardes, de 19 anos, foi morta a tiros pelo namorado, durante uma confraternização de Natal, na Faixa Velha.
O delegado observou que existem crimes que dependem da vontade da vítima para que o agressor seja investigado e outros não. Após alteração na lei, a lesão corporal pode ser denunciada por terceiros que a investigação ocorrerá, independente da vítima querer ou não.

Sobre uma sequência de prisões realizadas nos últimos meses, Antônio oavaliouque apesar do déficit de agentes policiais e de delegados, o trabalho desenvolvido fez com que diversos agressores fossem presos. “Temos focado a atuação na repressão. Atuamos fortemente em casos de descumprimento de medidas protetivas de urgência. Caso sejam deferidas, realizamos as prisões e queremos demonstrar que as decisões judiciais precisam ser cumpridas.

Os canais especializados para fazer a denúncia é através do telefone 180 e a Delegacia Online. Há em Ijuí a Sala das Margaridas, que atende casos específicos de violência contra a mulher. “O carro chefe para a mulher é vir até a delegacia. Assim há uma orientação maior para aquelas mulheres que desejam realizar a denúncia e buscam pela proteção”, concluiu.

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