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Rio Grande do Sul registra 1.280 feminicídios e mais de 27 mil estupros em 13 anos

27 de janeiro de 2026

Entre 2012 e 2025, o Rio Grande do Sul registrou 1.280 feminicídios, segundo balanço da Frente Parlamentar de Homens pelo Fim da Violência contra a Mulher, da Assembleia Legislativa, com base em dados do Observatório da Violência contra a Mulher da Secretaria de Segurança Pública do RS. O número equivale à média de uma mulher assassinada a cada quatro dias no estado.

No mesmo período, foram contabilizados 27.426 estupros. Em média, são 5,36 casos por dia, o que representa mais de cinco mulheres violentadas sexualmente diariamente, uma a cada quatro horas e meia no Rio Grande do Sul.

Além dos feminicídios consumados e dos estupros, os dados oficiais revelam uma dimensão ainda mais ampla da violência. Somando feminicídios tentados, feminicídios consumados, ameaças, estupros e lesões corporais, as delegacias gaúchas registraram aproximadamente 854 mil ocorrências de violência contra a mulher ao longo desses 13 anos, evidenciando um cenário persistente e estrutural.

Nesse contexto, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul mantém, desde 2011, uma atuação permanente por meio da Frente Parlamentar de Homens pelo Fim da Violência contra a Mulher, voltada especialmente à conscientização dos homens sobre seu papel no enfrentamento à violência de gênero. O trabalho teve início sob a coordenação de Edegar Pretto e, atualmente, segue sob a coordenação do deputado estadual Adão Pretto Filho, que concedeu entrevista à Rádio Progresso nessa manhã e confirmou os dados alarmantes. Segundo ele, ao longo desses anos, a Frente tem promovido atividades educativas, campanhas públicas e ações de sensibilização junto aos homens, dialogando em escolas, comunidades, eventos esportivos e espaços públicos, reforçando que o enfrentamento à violência contra a mulher exige mudança cultural, responsabilidade coletiva e políticas permanentes.

Na Assembleia Legislativa, Adão Pretto Filho também é autor de uma proposta em tramitação que prevê a inclusão do conteúdo da Lei Maria da Penha nos currículos da rede pública de ensino, como forma de atuar de maneira preventiva desde a infância e a adolescência, promovendo educação para o respeito, a igualdade de gênero e o enfrentamento ao machismo estrutural.

Iniciativas legislativas e de mobilização social adotadas ao longo dos últimos anos, como o uso de tornozeleira eletrônica para agressores, a Lei da Máscara Roxa, campanhas em estádios de futebol e ações de conscientização, tiveram papel relevante para ampliar a visibilidade do tema e fortalecer mecanismos de proteção. Ainda assim, os dados demonstram que o enfrentamento à violência de gênero exige políticas estruturadas, permanentes e articuladas entre Estado e sociedade.

As estatísticas completas podem ser conferidas no site da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul:
https://www.ssp.rs.gov.br/indicadores-da-violencia-contra-a-mulher

Fonte: RPI