Com pouco mais de dois anos de atuação no movimento étnico de Ijuí, o Centro Cultural Francês busca ampliar sua representatividade e fortalecer ações voltadas à cultura, gastronomia e preservação das tradições francesas. A informação foi destacada pelo presidente da entidade, João Luis Bindé, em entrevista à Rádio Progresso.
Segundo Bindé, quando a etnia francesa foi constituída, em abril de 2024, era enquadrada pela União das Etnias de Ijuí como núcleo étnico, assim como as representações tcheca, argentina e uruguaia. Em agosto de 2025, porém, foi formalizado o registro da entidade, que já participou da Expofest Ijuí daquele ano. Em março deste ano, o Centro Cultural apresentou requerimento à UETI solicitando sua elevação de categoria.
Com a aprovação do pedido, os franceses passaram a integrar a UETI como sócios efetivos, deixando a condição de núcleo étnico. Conforme Bindé, o novo status amplia a participação da entidade e fortalece o trabalho em busca de novos projetos, entre eles a conquista de uma área permanente no Parque de Exposições Wanderley Burmann para a construção da futura casa étnica.
Para a Expofest deste ano, a intenção é ampliar a participação da etnia. Na última semana, representantes do Centro Cultural Francês estiveram na Câmara de Vereadores para apresentar reivindicações, entre elas a definição de um espaço destinado aos novos centros culturais durante a feira.
De acordo com o presidente, após a manifestação surgiram alternativas de áreas para os franceses e os demais núcleos, permitindo o avanço do planejamento. Ele ressaltou, no entanto, que o principal objetivo é fazer com que a etnia seja valorizada durante todo o ano, e não apenas no período da Expofest.
Bindé defende ainda um amplo debate entre o poder público e a comunidade para fortalecer o movimento étnico como um dos principais diferenciais culturais de Ijuí, consolidando-o como referência para o Rio Grande do Sul e o país.
Outro tema levantado pelo Centro Cultural Francês é o repasse de parte do resultado financeiro da Expofest aos novos centros culturais. Segundo Bindé, a legislação que autoriza a utilização do parque para a realização da feira prevê a destinação de um percentual dos resultados às casas étnicas, mas os novos centros culturais não foram contemplados com esse benefício no ano passado.
A entidade pretende solicitar aos vereadores que, na análise do projeto referente à próxima edição da feira, seja incluída a previsão de repasse também aos quatro novos centros culturais. Paralelamente, a organização da Expofest trabalha na definição de um espaço que será destinado aos franceses durante o evento.
Atualmente, o Centro Cultural Francês reúne cerca de 60 integrantes e segue desenvolvendo o projeto de construção de sua casa étnica, cuja obra poderá iniciar no próximo ano. Neste semestre, estudantes dos cursos de Engenharia Civil, Engenharia Elétrica e Software da Unijuí elaboram projetos que servirão de base para a futura sede da etnia francesa em Ijuí.