CREMERS

Busca rápidaX

MANCHETES

Ijuí estrutura atendimento a pessoas afetadas pelo transtorno do jogo; UBS será porta de entrada

20 de outubro de 2026

O Município de Ijuí está estruturando os procedimentos para colocar em prática a lei que institui diretrizes para a política municipal de identificação, acolhimento e encaminhamento de pessoas afetadas pelo transtorno do jogo. Em entrevista à Rádio Progresso, o secretário municipal de Saúde, Márcio Strassburger, explicou como deverá funcionar o atendimento e quais serviços poderão integrar a rede de assistência.

A legislação, de autoria do vereador Chico Ortiz, prevê ações de prevenção, orientação, identificação e acolhimento de pessoas que enfrentam problemas relacionados aos jogos e às apostas. Segundo Strassburger, a Secretaria de Saúde trabalha na definição dos critérios e dos fluxos operacionais para organizar o atendimento.

Unidades básicas de saúde serão a porta de entrada

Conforme o secretário, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) serão a principal porta de entrada para quem busca ajuda. O acesso poderá ocorrer tanto por iniciativa da própria pessoa quanto a partir da percepção de familiares sobre mudanças de comportamento ou prejuízos relacionados ao jogo.

A partir da avaliação inicial, serão definidos os encaminhamentos necessários, de acordo com a situação de cada paciente. A Secretaria também estuda quais serviços especializados poderão dar suporte à atenção primária, incluindo a possível participação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

Strassburger destacou que ainda estão sendo definidos os limites de atuação de cada serviço e a forma como será realizado o acompanhamento dos casos. A proposta é estabelecer um fluxo organizado para que os usuários recebam atendimento conforme suas necessidades.

Perda de controle é um dos sinais de alerta

Durante a entrevista, o secretário chamou atenção para a diferença entre o jogo recreativo e aquele que passa a provocar prejuízos à vida pessoal e familiar.

Segundo ele, um dos principais sinais de alerta é a perda de controle sobre o comportamento de apostar, especialmente quando a prática passa a gerar mais sofrimento e prejuízos do que satisfação. O problema pode afetar não apenas a pessoa que joga, mas também familiares e outras pessoas próximas.

Strassburger observou ainda que a facilidade de acesso às plataformas digitais ampliou a dimensão do problema, reforçando a necessidade de ações de orientação e de uma rede preparada para identificar e acolher quem precisa de ajuda.

Capacitação e prevenção também estão previstas


A política municipal também contempla a capacitação dos profissionais da rede pública e a articulação entre os serviços de saúde, saúde mental e assistência social. De acordo com o secretário, por se tratar de uma demanda que exige abordagens específicas, é necessário definir os níveis de atendimento e os critérios para encaminhamento.

A Secretaria de Saúde também pretende desenvolver ações educativas para orientar a população sobre os riscos associados às apostas e aos jogos. Strassburger informou que a expectativa é ter o fluxo de atendimento estruturado ao longo de novembro, quando poderão começar a ser divulgadas informações sobre os serviços disponíveis e as formas de acesso.

Até lá, a orientação é que pessoas que estejam enfrentando dificuldades relacionadas ao jogo, assim como familiares que identifiquem sinais de alerta, procurem a unidade básica de saúde de referência para buscar orientação inicial.

Na entrevista abaixo, o secretário de Saúde, Márcio Strassburger, detalha como será a aplicação da lei municipal e adianta que os fluxos de atendimento e encaminhamento estão em elaboração:


Fonte: RPI
erro: Conteúdo protegido!