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Alimentação escolar de Ijuí atende mais de 8 mil alunos com cuidado nutricional e participação da agricultura familiar

10 de setembro de 2026

Muito antes de chegar ao prato dos estudantes, a alimentação escolar passa por uma série de etapas que envolvem planejamento nutricional, escolha dos alimentos, logística, controle de qualidade e acompanhamento diário. Em Ijuí, esse trabalho atende aproximadamente 8,4 mil alunos da rede municipal e deve receber investimentos de cerca de R$ 3,5 milhões em 2026.

A elaboração dos cardápios é uma das principais responsabilidades da equipe de nutricionistas da Secretaria Municipal de Educação. Conforme a nutricionista Sandra Link, os cardápios seguem as orientações do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), mas também são adaptados às necessidades de cada faixa etária. Também são considerados o período de permanência do aluno na escola, a disponibilidade dos alimentos e a preferência por produtos da época.

Outro cuidado está relacionado aos estudantes que precisam de alimentação diferenciada por questões de saúde. A partir de um atestado médico apresentado à escola, a equipe da Secretaria adapta o cardápio para atender casos como alergias e intolerância à lactose. Sempre que possível, a preparação é semelhante à oferecida aos demais alunos, evitando que a criança se sinta diferente dos colegas.

A equipe também realiza testes de aceitabilidade todos os anos, acompanhando a resposta dos estudantes às refeições. Segundo Sandra, os hábitos alimentares vêm mudando e atualmente há uma boa aceitação de pratos como arroz, feijão, polenta, massa e preparações com batata.

Presença da agricultura familiar

Um dos principais diferenciais da alimentação escolar de Ijuí é a participação da agricultura familiar. Atualmente, cerca de 45% dos produtos adquiridos para a alimentação escolar são provenientes de agricultores familiares. Considerando o conjunto dos alimentos comprados pelo município, o índice ultrapassa 70%.

A parceria, construída ao longo dos anos, permite que produtos como alface, repolho, bergamota e laranja sejam adquiridos de produtores locais e da região. Os alimentos são entregues ao Centro de Distribuição da Alimentação Escolar (CEDAI), onde são organizados para posteriormente chegarem às escolas.

O trabalho desenvolvido no município foi reconhecido em 2025, com o terceiro lugar no Prêmio de Boas Práticas da Famurs e o primeiro lugar no Rio Grande do Sul no Prêmio Prefeitura Empreendedora, do Sebrae.

Para a equipe responsável pela alimentação escolar, o trabalho não termina na elaboração das refeições. Há acompanhamento dos fornecedores, controle de qualidade, organização dos pedidos e da distribuição, cuidados sanitários e formação das agentes de alimentação.

Também existe uma preocupação permanente com a utilização responsável dos recursos públicos e com a qualidade dos alimentos que chegam aos estudantes.

Na educação infantil, por exemplo, há um cuidado específico com a oferta de açúcar: crianças de até três anos não recebem açúcar na alimentação escolar.

 

 

Fonte: RPI


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