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Brasil deve registrar 78,6 mil novos casos de câncer de mama por ano; especialista alerta à RPI para diagnóstico precoce

26 de outubro de 2026

O Brasil deve registrar cerca de 78,6 mil novos casos de câncer de mama por ano no triênio de 2026 a 2028, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). No Rio Grande do Sul, a estimativa é de 3.790 novos casos em 2026. Os números reforçam a importância da conscientização, do diagnóstico precoce e do acesso aos exames.
Em entrevista à Rádio Progresso, nesta segunda-feira (26), a médica mastologista Maria Cristina Biesdorf Pretto, que atua na Unimed Noroeste/RS, em Ijuí, destacou os avanços no diagnóstico e no tratamento da doença e reforçou a importância da mamografia de rastreamento.

Segundo a médica, o acesso ao exame ampliou-se nas últimas décadas, contribuindo para a identificação da doença em fases iniciais, quando as possibilidades de tratamento e cura são maiores. Ela também ressaltou que o câncer de mama pode se manifestar sem dor e que a ausência de histórico familiar não elimina o risco. De acordo com a especialista, a maioria dos casos ocorre em mulheres sem histórico familiar da doença.

Entre os principais sinais de alerta estão nódulos palpáveis, saída espontânea de líquido transparente ou com sangue pelo mamilo e alterações na pele, como retrações, pregueamentos ou vermelhidão. Ao perceber qualquer mudança suspeita, a orientação é procurar avaliação médica, sem esperar o período da campanha.
A mastologista também chamou a atenção para a realização dos exames de rastreamento. Durante a entrevista, recomendou a mamografia a partir dos 40 anos e explicou que mulheres com risco genético elevado podem precisar iniciar o acompanhamento mais cedo, conforme avaliação especializada.

Na região de Ijuí, Maria Cristina destacou que há acesso a recursos para diagnóstico e tratamento tanto pela rede pública quanto pela saúde suplementar. A orientação é que mulheres que utilizam o Sistema Único de Saúde (SUS) procurem a unidade básica de saúde de referência para obter informações sobre o encaminhamento para os exames. Beneficiárias de planos de saúde devem consultar a operadora sobre os procedimentos disponíveis.

Sobre a prevenção, a médica destacou três fatores que podem ser modificados: manter o peso adequado, praticar atividade física regularmente e reduzir ou evitar o consumo de bebidas alcoólicas. A amamentação também está associada à redução do risco de câncer de mama.

A especialista lembrou ainda que receber um diagnóstico suspeito causa medo, mas que a investigação é fundamental. Muitas alterações mamárias são benignas e, quando o câncer é identificado precocemente, as chances de cura são elevadas.

Fonte: RPI
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