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Câncer do colo do útero causou a morte de 71 mulheres na região nos últimos cinco anos; Ijuí soma 20 mortes

11 de setembro de 2026
Imaem ilustrativa criada por IA

Os números da 17ª Coordenadoria Regional de Saúde reforçam a necessidade de ampliar a prevenção e o acompanhamento das mulheres para o câncer do colo do útero. Entre 2021 e junho de 2026, foram registrados 71 óbitos pela doença nos 20 municípios de abrangência da Coordenadoria. A faixa etária entre 25 e 64 anos concentra parte significativa dos registros. Também chama atenção o número de mortes entre mulheres de 60 a 79 anos: foram 31 óbitos nesse grupo no período analisado.

Em Ijuí, foram contabilizados 20 óbitos nos últimos cinco anos. Entre eles, quatro ocorreram na faixa dos 30 aos 39 anos, cinco entre 40 e 49 anos e outros cinco entre 60 e 69 anos. Para o titular da 17ª CRS, Marco Atkinson, os números evidenciam a importância de que as mulheres procurem os serviços de saúde e mantenham o acompanhamento preventivo. Segundo ele, atualmente a região oferece uma linha de cuidados que inclui atendimento nas unidades de saúde, serviços específicos de saúde da mulher e, nos casos confirmados, encaminhamento para tratamento.

A rede também passa por uma ampliação da estrutura para agilizar a investigação e passará a realizar, em Ijuí, exames para detecção do câncer do colo do útero. Atualmente as análises são encaminhadas ao Laboratório Central do Estado, em Porto Alegre. A previsão informada pela 17ª Coordenadoria em entrevista à Rádio Progresso é de que o serviço esteja funcionando nos próximos dois a três meses, com a estimativa de que, em 30 a 60 dias, as análises já possam começar a ser realizadas no município.

A mudança deve reduzir o tempo de resposta dos exames e dar mais agilidade ao acompanhamento das pacientes. Mas, para a Coordenadoria, a tecnologia precisa estar associada à prevenção: a orientação é que as mulheres procurem as unidades de saúde, realizem os exames preventivos e não deixem o acompanhamento para depois. A própria Coordenadoria identificou mulheres que estão há mais de três anos sem realizar a coleta e outras que nunca fizeram o exame. A recomendação é buscar o serviço de saúde e, diante de qualquer alteração, seguir o encaminhamento indicado pela equipe para investigação e, se necessário, tratamento.

Fonte: RPI


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