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MANCHETES

Com R$ 4,6 bilhões em prejuízos, setor habitacional é o mais impactado pelas chuvas no RS

14 de maio de 2024

Os Municípios gaúchos afetados pelos temporais desde o fim de abril já contabilizam mais de R$ 8,6 bilhões de prejuízos financeiros, sendo R$ 2,3 bilhões são no setor público, R$ 1,7 bilhão no setor privado e a maioria dos prejuízos, por enquanto, referem-se ao setor habitacional, com R$ 4,6 bilhões.

Até o momento, foram registrados impactos em 105,5 mil habitações. A Confederação Nacional de Municípios (CNM), que acompanha diariamente a situação, reforça que os dados são parciais, uma vez que as gestões locais enfrentam dificuldades de inserir as informações nos sistemas.

1. CONTEXTO

Desde o dia 29 abril, as tempestades estão assolando o Estado do Rio Grande do Sul, causando mais de R$ 8,6 bilhões em prejuízos financeiros.

São 447 Municípios afetados, segundo a Defesa Civil Estadual. Destes, 397 Municípios foram reconhecidos pelo governo federal em Estado de Calamidade Pública, por rito sumário, dos quais 312 registraram os decretos no sistema federal. A CNM destaca que a maioria dos Municípios que registraram seus decretos de anormalidade, começaram a detalhar os danos materiais e humanos. Já sobre prejuízos, apenas 68 Municípios começaram a inserir os valores de prejuízos públicos e privados. Portanto, o total de R$ 8,6 bilhões diz respeito aos prejuízos de 68 Municípios. Reitera-se que as informações são parciais e as informações são atualizadas diariamente pelos Municípios, uma vez que em algumas localidades os níveis da água já começaram a baixar. 

2. SETORES MAIS AFETADOS PELOS TEMPORAIS NO RS – PREJUÍZOS ECONÔMICOS

O total de R$ 8,6 bilhões em prejuízos foi informado pelos Municípios, mas são parciais e estão sendo alterados pelos gestores locais à medida que o nível da água continue a baixar. Desse total, tem-se que R$ 2,3 bilhões são no setor público, R$ 1,7 bilhão no setor privado e a maioria dos prejuízos, por enquanto, referem-se ao setor habitacional, com R$ 4,6 bilhões, sendo mais de 105,5 mil casas danificadas ou destruídas. A CNM reitera que os dados são parciais, informados pelos gestores municipais e estão sendo atualizados à medida que mais Municípios preenchem as informações no sistema federal. Por isso, os valores sofrem constantes alterações para mais ou menos à medida que as verificações em campo se intensificam.

2.1. Impacto nas Habitações:

Danificadas: 96,4 mil;
Destruídas:  9,1 mil;
Total unidades habitacionais: mais de 105,5 mil;
Prejuízos na habitação: R$ 4,6 bilhões.

2.2. Principais setores públicos afetados:

Danos materiais (instalações públicas como escolas, hospitais, prefeituras, prédios de serviços públicos, instalações de usos comunitários, etc.): R$ 428 milhões em prejuízos;
Obras de infraestrutura (pontes, calçamento, asfaltamento de ruas e avenidas, viadutos, sistemas de drenagens urbanas etc.): R$ 1,6 bilhão em prejuízos;
Sistema de transportes: R$ 66 milhões em prejuízos;
Assistência médica emergencial: R$ 8,8 milhões em prejuízos;
Sistema de esgotamento sanitário: R$ 18,2 milhões em prejuízos;
Limpeza urbana e remoção de escombros (recolhimento e destinação): R$ 37,5 milhões em prejuízos;
Geração e distribuição de energia elétrica: R$ 3,7 milhões em prejuízos;
Sistema de ensino: R$ 83,4 milhões em prejuízos;
Abastecimento de água: R$ 10,4 milhões em prejuízos;
Sistema de controle de pragas e vetores (desinfestação e desinfecção): R$ 1,2 milhão em prejuízos;
Distribuição de combustíveis: R$ 2,1 milhões em prejuízos;
Segurança Pública: R$ 2 milhão em prejuízos;
Telecomunicações: R$ 860 mil

2.3. Principais setores privados afetados:

Agricultura: R$ 1,3 bilhão em prejuízos;
Pecuária: R$ 73,7 milhões em prejuízos; 
Indústria: R$ 255,5 milhões em prejuízos;
Comércios locais: R$ 127,5 milhões em prejuízos;
Demais serviços: R$ 30,6 milhões em prejuízos.

3. DANOS HUMANOS – RIO GRANDE DO SUL

147 mortos;
815 desaparecidos;
88,8 mil desabrigados;
628,1 mil desalojados;
8,8 mil feridos e enfermos;
2,9 milhão de  pessoas afetadas.

Fonte: Rádio Progresso de Ijuí e CNM