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Cotribá aprova liquidação para reestruturar dívida de R$ 1,4 bi

21 de outubro de 2026

Em assembleia realizada ontem, foi aprovado o processo de liquidação da Cotribá, a cooperativa agropecuária mais antiga do Brasi e com sede em Ibirubá. A medida, longe de significar o encerramento imediato das atividades, funciona de forma semelhante a uma recuperação judicial no setor privado. O principal objetivo do movimento é fôlego financeiro: o primeiro efeito prático é a suspensão de todas as cobranças de dívidas pelo prazo de um ano, prorrogável por mais um. O cenário ideal a partir de agora é a consolidação de um plano de reestruturação que permita à Cotribá manter as operações normais. Contudo, caso a reorganização falhe, o processo pode evoluir para a dissolução e quebra efetiva da entidade, com ou sem intervenção da Justiça.

Com um passivo que supera R$ 1,4 bilhão e histórico recente de trocas frequentes no comando, a Cotribá conta com mais de 11 mil associados. Durante a assembleia, Arlei Romeiro, presidente da Associação dos Produtores e Empresários Rurais (Aper), defendeu sem sucesso a suspensão da reunião para que os cooperados tivessem acesso detalhado às demonstrações financeiras. Diante da aprovação, a entidade representativa deverá acionar a Justiça. O próximo passo vai ser o ajuizamento de uma ação de exibição de documentos para esclarecer a cessão de créditos praticada pela cooperativa. Em alguns casos relatados pela assessoria jurídica da Aper, há situações em que a Cotribá aponta dívida de R$ 5 milhões do produtor, enquanto a securitizadora cobra R$ 2,5 milhões pela mesma pendência.

E também durante a assembleia de ontem, o então presidente da Cotribá, Sérgio Strentzke, foi escolhido para assumir a função de liquidante e conduzir a nova etapa. A estratégia anunciada pela direção é recuperar a capacidade operacional da cooperativa e negociar condições que permitam reduzir o endividamento. Entre as alternativas discutidas estão a retomada da fábrica de rações, ampliação das operações comerciais por meio da CCGL, reorganização de unidades de negócio e eventual venda de ativos.

Fonte: RPI, GZH e Rádio Cidade Ibirubá. Foto: Rádio Cidade Ibirubá
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