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Desemprego cai e fica em 5,4% no trimestre encerrado em junho

30 de julho de 2026

A taxa de desocupação no segundo trimestre encerrado em junho de 2026 ficou em 5,4%, uma redução de -0,7 p.p. em relação ao trimestre de janeiro a março de 2026 (6,1%). Na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior, abril a junho de 2025, quando a taxa foi estimada em 5,8%, o quadro foi de queda (-0,4 p.p.).

A população desocupada (5,9 milhões) apresentou declínio de -10,9%; ou seja 718 mil pessoas frente ao trimestre de janeiro a março de 2026 (6,6 milhões). Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (6,3 milhões) apresentou variação de -6,3%, significando uma redução de 392 mil pessoas desocupadas na força de trabalho.

O rendimento real habitual recebido de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.738; registrando estabilidade frente ao trimestre de janeiro a março de 2026 e crescimento de 2,8% relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

A massa de rendimento real habitual (R$ 380,3 bilhões) quando comparada ao trimestre móvel de janeiro a março de 2026 apresentou estabilidade. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve aumento de 3,6%, o que representa um acréscimo de R$ 13,2 bilhões na massa de rendimentos.

A população ocupada (103,1 milhões) apresentou aumento de 1,1%; com 1.081 mil pessoas em relação ao trimestre anterior. Em relação ao período de abril a junho de 2025, o indicador apresentou variação positiva (0,7%), quando havia no Brasil 102,3 milhões de pessoas ocupadas, representando um adicional de 742 mil pessoas.

O nível de ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 58,8% no trimestre de abril a junho de 2026, apresentando um incremento de 0,5 ponto percentual frente ao trimestre de janeiro a março de 2026 (58,2%). Em relação a igual trimestre do ano anterior, este indicador não apresentou variação estatisticamente significativa.

A taxa composta de subutilização da força de trabalho (12,9%) registrou variação de -1,4 ponto percentual em relação ao trimestre de janeiro a março de 2026 (14,3%). Na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior, abril a junho de 2025, quando a taxa foi estimada em 14,4%, o quadro foi de queda (-1,5 p.p.).

A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas (4,1 milhões) apresentou redução em relação ao trimestre anterior (6,6%), uma redução de 290 mil pessoas. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o indicador apresentou, também, variação negativa (-11,5%), quando havia no Brasil 4,6 milhões de pessoas subocupadas.

No trimestre de abril a junho de 2026, havia aproximadamente 14,7 milhões de pessoas subutilizadas no Brasil. Este contingente apresentou variação de -10,1%, ou seja, menos 1642 mil pessoas, frente ao trimestre de janeiro a março de 2026, ocasião em que a subutilização foi estimada em 16,3 milhões de pessoas. No confronto com igual trimestre do ano anterior, quando havia 16,5 milhões de pessoas subutilizadas, esta estimativa apresentou variação de -11,0%, significando uma redução de 1 809 mil pessoas subutilizadas.

A população fora da força de trabalho (66,5 milhões) permaneceu estável quando comparada com o trimestre de janeiro a março de 2026. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve expansão de 1,5% (acréscimo de 971 mil pessoas).

A população desalentada (2,3 milhões) apresentou redução em relação ao trimestre anterior (janeiro a março de 2026) de 14,7%, uma redução de 395 mil pessoas. Em relação ao mesmo período do ano anterior este indicador apresentou, também, variação negativa (-17,0%), quando havia no Brasil 2,8 milhões de pessoas desalentadas.

O percentual de desalentados (2,1%) no trimestre móvel referente aos meses de abril a junho de 2026, registrou variação de -0,4 p.p. em relação ao trimestre de janeiro a março de 2026 (2,4%). Na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior, quando a taxa foi estimada em 2,5%, o quadro foi de queda (-0,4 p.p.).

Os empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada (39,4 milhões) apresentaram estabilidade frente ao trimestre anterior. No confronto com o trimestre de abril a junho de 2025, houve, também, estabilidade.

Os empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (13,6 milhões) apresentaram elevação em relação ao trimestre anterior de (2,2%), representando um incremento de 288 mil pessoas. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, foi registrado estabilidade.

Os empregados no setor público (13,0 milhões) apresentaram aumento de 2,6% frente ao trimestre anterior. Ao se comparar com o mesmo trimestre do ano anterior não houve variação estatisticamente significativa.

Na categoria dos trabalhadores por conta própria (26,1 milhões) foi registrado estabilidade na comparação com o trimestre anterior. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o indicador também apresentou estabilidade.

A força de trabalho (108,9 milhões) apresentou um incremento de 363 mil pessoas (0,3%), quando comparada com o trimestre de janeiro a março de 2026. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve estabilidade.

A análise da ocupação por grupamentos de atividade em relação ao trimestre de janeiro a março de 2026, mostrou aumento nos grupamentos: Transporte, armazenagem e correio (3,9%, ou mais 235 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,6%, ou mais 489 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

Na comparação com o trimestre de abril a junho de 2025 foi observado aumento nos grupamentos: Transporte, armazenagem e correio (4,9%, ou mais 293 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,9%, ou mais 541 mil pessoas). Houve redução no grupamento de Serviços domésticos (5,0%, ou menos 289 mil pessoas).

O rendimento médio mensal real habitualmente recebido no trabalho principal, segundo os grupamentos de atividade, do trimestre móvel de abril a junho de 2026, em relação ao trimestre de janeiro a março de 2026, mostrou que não houve crescimento em qualquer categoria.

Houve redução no grupamento de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,8%, ou menos R$ 145). A comparação com o trimestre de abril a junho de 2025 mostrou aumento nas categorias: Transporte, armazenagem e correio (4,3%, ou mais R$ 142), Outros serviços (7,5%, ou mais R$ 211) e Serviços domésticos (4,0%, ou mais R$ 55). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

Fonte: Rádio Progresso com informações da Agência Brasil

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