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Edegar Pretto avalia na Rádio Progresso a vitória de Lula e projeta desafios do novo governo

29 de outubro de 2026
Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) realiza audiência pública com o ministro de Estado do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. Em destaque, diretor-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Em entrevista na Rádio Progresso, o ex-deputado estadual Edegar Pretto analisou o resultado do segundo turno das eleições presidenciais e os principais desafios para a governabilidade do novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Candidato a vice-governador na chapa liderada por Juliana Brizola no primeiro turno, Pretto assumiu, na segunda etapa da disputa, a coordenação da campanha de Lula no Rio Grande do Sul. Durante a entrevista, destacou a mobilização realizada no Estado, os desafios impostos pelo cenário político e econômico e a importância da participação popular para garantir o avanço das propostas do governo federal.

Ao avaliar o resultado eleitoral, Pretto destacou o trabalho de articulação política desenvolvido no Rio Grande do Sul para reduzir a vantagem dos adversários em relação ao primeiro turno. Segundo ele, a coordenação da campanha estabeleceu a meta de recuperar entre 500 mil e 600 mil votos no Estado.

A estratégia priorizou os 30 maiores municípios gaúchos e os principais polos regionais, com o envolvimento de candidatos e lideranças locais na mobilização dos eleitores. Ao final da apuração, a campanha contabilizou a recuperação de 524 mil votos no Estado, contribuindo para o resultado nacional favorável a Lula, que venceu a eleição por uma diferença superior a quatro milhões de votos, conforme os números mencionados na entrevista.

Pretto também chamou a atenção para as pressões políticas, econômicas e internacionais que, segundo sua avaliação, marcaram o processo eleitoral. Entre os fatores mencionados, citou o tarifaço que afetou a economia brasileira, as articulações políticas no exterior e a atuação das grandes empresas de tecnologia, nas redes sociais. Para o coordenador, a participação de diferentes segmentos da sociedade foi importante para fortalecer a campanha e ampliar o diálogo com os eleitores.

Outro tema abordado na entrevista foi a composição do Congresso Nacional, que apresenta uma presença expressiva de parlamentares conservadores e de oposição ao governo federal. Na avaliação de Edegar Pretto, a construção da governabilidade exigirá diálogo político, articulação institucional e mobilização social. Para ele, o Executivo precisará ampliar a participação da sociedade civil organizada no debate público e na defesa das propostas encaminhadas ao Legislativo.

Entre as prioridades mencionadas estão a melhoria dos serviços de saúde, a expansão do ensino universitário, a geração de empregos com melhores salários e a discussão sobre a jornada de trabalho, incluindo o debate em torno do fim da escala 6×1.

Pretto defendeu que a mobilização popular seja uma aliada do governo na busca por apoio às medidas de interesse social, especialmente diante de um Congresso com diferentes posições políticas e ideológicas.

Com experiência na administração pública, incluindo a presidência da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por três anos e meio, Edegar Pretto também comentou as especulações sobre a composição da equipe do governo federal e a possibilidade de assumir novas funções na estrutura administrativa.

O ex-deputado afirmou que qualquer decisão sobre seu futuro político será tomada de forma coletiva, em diálogo com a bancada estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) e com lideranças políticas com as quais mantém relação, entre elas Olívio Dutra e Tarso Genro.

Pretto reafirmou ainda seu compromisso com a militância política e o trabalho junto às comunidades, destacando a influência de seu pai, Adão Pretto, em sua formação.

Fonte: Rádio Progresso
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