O Governador Eduardo Leite usou mais uma vez as redes sociais no início da tarde desta sexta-feira (27) para atualizar as informações sobre o combate ao coronavírus e responder questionamentos. Diante da pressão para reduzir as restrições determinadas em decretos, especialmente de entidades empresariais, Eduardo Leite se mantém firme e enfatiza que não serão tomadas decisões sem que haja embasamento científico. Ou seja, enquanto o comitê que monitora o avanço da Covid-19 no Estado não garantir ao governador que a diminuição do isolamento não terá riscos às pessoas e aumento dos casos, as medidas continuarão em vigor. O colegiado é composto por quadros técnicos, como epidemiologistas, infectologistas e estatísticos, que estudam os impactos e projetam como os casos podem evoluir no Rio Grande do Sul. O Governo do Estado entende que as medidas de restrição ainda estão no início e portanto não há dados suficientes para identificar os resultados das ações. A tendência é que na próxima semana dados estarão disponíveis e o Executivo vai avaliar se os decretos serão mantidos ou sofrerão alterações.
Leite ressaltou que compreende a angústia das pessoas, porém descartou o relaxamento das providências de prevenção a pandemia do coronavírus. O governador citou como exemplo a situação da Itália, que não adotou medidas de isolamento como o Rio Grande do Sul, e especialmente a cidade de Milão, que promoveu a campanha “Milão não pode parar” e em 30 dias registrou mais de 4 mil mortes por coronavírus. Inclusive, o prefeito da cidade italiana, Giuseppe Sala, reconheceu o erro ao não restringir a circulação de pessoas. Eduardo Leite ainda enfatizou que cabe aos prefeitos adotar medidas mais restritivas em seus municípios que as do Estado, obedecendo às suas características particulares.
Na tarde desta sexta-feira, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro fizeram uma carreata em Porto Alegre pedindo o fim da quarentena e a liberação do isolamento. Um dos argumentos é de que a doença é uma fraude. Os manifestantes se concentraram no Largo Zumbi dos Palmares, na Cidade Baixa e depois percorreram as ruas da cidade, pedindo que o prefeito Nelson Marchezan desista das restrições de circulação e atividades na cidade.