O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Sul, CREA-RS, realiza no próximo dia 03 de julho a eleição para a escolha da nova diretoria da entidade, responsável por fiscalizar e regulamentar o exercício das profissões ligadas à engenharia, agronomia e áreas tecnológicas em todo o estado.
A votação ocorrerá exclusivamente pela internet, das 8h às 19h, por meio do sistema eletrônico disponibilizado aos profissionais aptos e aos delegados eleitores credenciados. Os eleitos terão a responsabilidade de conduzir o Conselho pelos próximos três anos.
O CREA-RS desempenha um papel fundamental na garantia da qualidade e da segurança dos serviços prestados à sociedade. Entre suas principais atribuições estão a fiscalização do exercício profissional, a análise de registros de profissionais e empresas, o julgamento de processos relacionados à legislação profissional, a criação de câmaras especializadas, a manutenção do cadastro de entidades de classe e instituições de ensino, além da organização do sistema de fiscalização em todo o estado.
Em entrevista à Rádio Progresso, o candidato à presidência do CREA-RS, engenheiro Fábio Chaves, acompanhado do candidato a diretor administrativo da Mútua, engenheiro Fábio Fanfa, e da candidata a diretora financeira, engenheira Franciele Fridhein, apresentou as principais propostas defendidas pela chapa.
Segundo Fábio Chaves, entre as prioridades estão a defesa das atribuições profissionais, o combate ao exercício ilegal das atividades regulamentadas e o fortalecimento daqueles que atuam com responsabilidade técnica. O candidato também destacou a necessidade de manter um CREA-RS cada vez mais próximo dos profissionais e da sociedade, ampliando a presença da instituição nas diferentes regiões do estado.
Atualmente, o CREA-RS reúne cerca de 90 mil profissionais registrados e aproximadamente 27 mil empresas cadastradas. Na região de Ijuí, que abrange nove municípios, são cerca de 1.200 profissionais vinculados ao Conselho. Desse total, aproximadamente 55% estão aptos a participar da eleição.
Apesar da importância do processo eleitoral para a definição dos rumos da entidade, a participação dos profissionais ainda é considerada baixa. Como o voto é facultativo, os últimos pleitos registraram uma média de apenas 8% de comparecimento dos eleitores aptos.
A expectativa dos candidatos é ampliar o engajamento da categoria e incentivar uma maior participação dos profissionais na escolha da nova gestão, que terá a missão de representar os interesses da engenharia, da agronomia e das demais áreas tecnológicas gaúchas diante dos desafios dos próximos anos.