Após um movimento feito pela Fecomércio-RS, em que pede a abertura do comércio e dos serviços em horário restrito e escalonado, com a adoção de um novo protocolo para a bandeira preta, diversas entidades representativas do Interior do Estado também pressionam pela retomada das atividades econômicas.
Fechadas desde o dia 28 de fevereiro – e sem perspectivas para a volta- visto que o governo estadual confirmou até o próximo dia 21 a bandeira preta em todas as regiões – líderes empresariais buscam flexibilização.
Em entrevista à Rádio Progresso nesta manhã, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Ijuí (CDL) Clóvis de Jesus, disse que já foi proposto a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul para que a categoria tenha mais acesso as discussões e juntos possam encontrar uma forma de atender a necessidade principalmente dos pequenos varejistas, os mais afetados nesse momento segundo ele. Além disso, foi proposto à Assembleia e ao Governo do Estado para que empresas com até cinco funcionários possam se manter abertas.
Quando o estabelecimento tiver de seis a 10 funcionários a proposta é para que atendam com no máximo 75% da capacidade total, e no caso da empresa ter mais de dez funcionários, a proposta sugere que a equipe trabalhe com 50% do quadro de colaboradores. Segundo Clóvis de Jesus, essa seria uma solução que daria mais oxigênio às empresas que sofrem com as portas fechadas.
“Nós estamos pagando como sociedade por um comportamento individual não adequado” afirma o presidente da CDL Ijuiense, que voltou a citar o setor do varejo como o mais afetado. “Se continuar assim a situação pode se agravar muito mais” finaliza.