O Rio Grande do Sul deverá voltar a ter fusão entre as secretarias estaduais de Agricultura e Desenvolvimento Rural. O anúncio foi feito pelo governador eleito, Luciano Zucco, do PL. O formato separado vigorava desde 2010. A pasta agrícola do Estado, a partir de janeiro do próximo ano, vai ser comandada por Paulo Herrmann, ex-presidente da fabricante de máquinas agrícolas John Deere no Brasil. O anúncio do novo secretário aconteceu ontem. E a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG) manifestou preocupação com a fusão da Secretaria de Desenvolvimento Rural com a Secretaria da Agricultura no próximo governo estadual. A entidade defende a manutenção de uma pasta própria, com orçamento, equipe técnica e capacidade de execução de políticas públicas voltadas à agricultura e à pecuária familiar. A Fetag destaca que a agricultura familiar representa cerca de R$ 47 bilhões em Valor Bruto da Produção anual no Rio Grande do Sul, daí a necessidade de manter em separado a secretaria de Desenvolvimento Rural. “A diversidade produtiva do setor e suas necessidades de acesso ao financiamento, à tecnologia e aos mercados exigem políticas públicas específicas e uma estrutura capaz de formulá-las, coordená-las e executá-las com eficiência. Por isso, é fundamental que o Governo do Estado assegure espaço institucional próprio para essas demandas nas decisões e prioridades da gestão”, destaca a nota da Fetag.
Abaixo, a nota da Fetag
A Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG-RS) manifesta preocupação com o anúncio da fusão da Secretaria de Desenvolvimento Rural com a Secretaria da Agricultura no próximo governo estadual. A entidade defende a manutenção de uma pasta própria, com orçamento, equipe técnica e capacidade de execução de políticas públicas voltadas à agricultura e à pecuária familiar.
A FETAG-RS reafirma sua disposição para o diálogo com o governador eleito, Luciano Zucco, e atuará com autonomia, responsabilidade e firmeza na defesa dos interesses da categoria, que desempenha papel relevante na economia do Estado, com cerca de R$ 47 bilhões em Valor Bruto da Produção anual.
A agricultura e a pecuária familiar têm papel estratégico na produção de alimentos, na geração de trabalho e renda e no desenvolvimento dos municípios gaúchos. A diversidade produtiva do setor e suas necessidades de acesso ao financiamento, à tecnologia e aos mercados exigem políticas públicas específicas e uma estrutura capaz de formulá-las, coordená-las e executá-las com eficiência. Por isso, é fundamental que o Governo do Estado assegure espaço institucional próprio para essas demandas nas decisões e prioridades da gestão.