A Polícia Civil concluiu mais uma investigação envolvendo suposta cobrança indevida de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Crissiumal.
O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e resultou no indiciamento de um médico e de sua secretária pelo crime de concussão.
Segundo a apuração conduzida pelo delegado William Garcez, uma paciente teria sido convencida a pagar R$ 11 mil por um procedimento cirúrgico apresentado como urgente.
O caso teve início após a mulher ser encaminhada pela Secretaria Municipal de Saúde para realizar uma colonoscopia por meio do Consórcio Intermunicipal de Saúde (CISA), em uma clínica conveniada ao sistema público.
Conforme a Polícia Civil, durante o atendimento, a paciente e seus familiares foram informados de que seria necessário realizar uma cirurgia com urgência mediante pagamento. Diante da pressão, a família efetuou o valor solicitado.
As investigações apontaram, porém, que o procedimento já estava previsto na rede pública, sem custos para a paciente.
De acordo com a polícia, este é o quinto inquérito com características semelhantes envolvendo os mesmos investigados encaminhado à Justiça em 2026. Os demais casos ainda aguardam manifestação do Ministério Público.
A legislação considera como funcionários públicos, para fins penais, profissionais que atuam em clínicas conveniadas prestando atendimento a pacientes do SUS. O crime de concussão prevê pena de dois a 12 anos de prisão.