Uma das opiniões praticamente unânimes de gestores municipais da região é que a estiagem deste ano é mais grave do que o mesmo problema climático registrado no verão de 2022, especialmente no que se refere às reservas de água.
Ao falar hoje pela manhã na Rádio Progresso de Ijuí, o prefeito de Bozano, Renato Casagrande, explicou que o município tem poços artesianos que não recuperaram a vazão ideal de água desde a estiagem do ano passado.
Um dos exemplos é o poço perfurado no início de 2022 na vila Cecato, área rural. Nas localidades de São Miguel e Linha 10 há grande redução de água potável para moradores. Já na cidade de Bozano, diariamente, durante as tardes, tem racionamento de água durante quatro horas. Na última sexta-feira, o Executivo bozanense decretou situação de emergência em razão da falta de chuva no município. Os prejuízos, somente na agricultura, ultrapassam 63 milhões de reais. Na soja a quebra é estimada em 60 milhões de reais.
Semana passada, Renato Casagrande participou de reunião, em Brasília, sobre estiagem. O encontro ocorreu com demais gestores municipais gaúchos, ministérios da Agricultura e Desenvolvimento Rural, ainda outros órgãos da União.
O vice-prefeito e secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Pejuçara, João Luis Valandro, também acredita que nesse ano a estiagem é pior do que a seca registrada em 2022, pois mesmo com as chuvas do último inverno, os rios não conseguiram recuperar o nível adequado de água e agora voltam a ter vazão muito baixa. Algumas poucas famílias do interior pejuçarense recebem água potável que é levada com caminhão da administração municipal. Também falta água para animais, por isso, a prefeitura efetua abertura de bebedouros.