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Novos projetos tentam incrementar apoio a agricultores com problemas financeiros no RS

13 de abril de 2026

Dois projetos que aguardam tramitação no Congresso Nacional visam ser mais um ponto de apoio para agricultores do Rio Grande do Sul que possuem dívidas, especialmente devido às últimas frustrações de safras, visto estiagens ou enchentes. As matérias surgiram a partir de discussões do grupo SOS Agro, que reúne produtores, entidades agrícolas, dentre outros, a fim de ajudar a meio agrícola superar débitos.

Um dos projetos foi protocolado na Câmara Federal pela deputada gaúcha Any Ortiz, do Progressistas. A coordenadora do SOS Agro, Graziele de Camargo, explica que a matéria da deputada Any tem objetivo de dar mais segurança para o agricultor não perder bens, como maquinários ou áreas de terra, em caso de débitos com bancos ou outras instituições financeiras. Ontem, as 6 horas e 30 minutos, Graziele de Camargo ampliou esses temas durante entrevista no programa Progresso Rural da RPI. Ela ressalta que muitos produtores colocaram como garantia, em financiamentos, parte da estrutura econômica e precisam de ajuda.(Abaixo, áudio de Graziele)

Outro projeto que também aguarda tramitação no Congresso Nacional é do deputado federal pelo PL gaúcho, Ubiratan Sanderson. Trata-se de matéria para que os agricultores tenham mais condições de dialogar com instituições financeiras antes da execução de dívidas. .(Abaixo, áudio de Graziele)

Na mesma entrevista, ontem, as 6 e 30, no programa Progresso Rural da RPI, Graziele de Camargo falou sobre outras consequências, além dos prejuízos financeiros por conta de dívidas rurais, uma delas, os suicídios de agricultores. A integrante do SOS Agro frisou que 39 produtores gaúchos já tiraram a própria vida nos últimos tempos em razão de problemas econômicos.

Graziele de Camargo também observa que em 2024 mudou a lei do marco legal de garantias, o que extingue prazo mais amplo para questionar execução de débitos rurais. Também no Progresso Rural de ontem, Graziele de Camargo abordou o projeto de lei da securitização agrícola, esse já em tramitação no Senado e que aguarda designação de relator. A matéria estabelece prazo de 13 a 15 anos para o produtor pagar dívidas, com juros compatíveis de acordo com o tamanho da propriedade. Graziele aproveita para esclarecer que em função da atual guerra no Oriente Médio, os combustíveis tiveram aumento de 40% e os fertiliziantes 30%. Ela alerta que em breve esse custo pode chegar aos consumidores em geral, visto aumento dos preços dos alimentos. O Progresso Rural vai ser reprisado hoje, a partir das 22 horas, no programa Companhia da Noite da RPI.

Fonte: RPI
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