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Prefeito Andrei Cossetin defende rompimento com Corsan/Aegea e novo modelo para água e esgoto em Ijuí

29 de maio de 2026
Foto: Divulgação

O prefeito de Ijuí, Andrei Cossetin, afirmou em entrevista à Rádio Progresso que a FUNDACE apresentou nesta quinta-feira, 28, o resultado do estudo técnico sobre o saneamento básico no município. Segundo ele, o levantamento teve como foco principal o cumprimento do marco legal do saneamento até 2033, a melhoria na prestação dos serviços e a redução da tarifa de água para a população.

Conforme o prefeito, o estudo foi desenvolvido em três linhas principais: a assinatura de um aditivo contratual com a Corsan/Aegea, alternativa descartada pela atual administração; o rompimento do contrato com municipalização total dos serviços; e uma terceira possibilidade, que prevê o rompimento contratual seguido de uma nova concessão pública.

Andrei Cossetin destacou que o estudo apontou como melhor alternativa para o município a retomada do controle dos serviços de água e esgoto pela prefeitura, com duas possibilidades futuras: a administração direta pelo município ou a concessão da operação para uma empresa privada, dentro de regras estabelecidas pelo poder público municipal.

O prefeito explicou, no entanto, que os dados técnicos, jurídicos, financeiros e orçamentários demonstraram que o município não possui atualmente capacidade financeira para municipalizar completamente os serviços. Isso porque seria necessária uma indenização à Corsan/Aegea, empresa que detém hoje o patrimônio da estrutura de abastecimento em Ijuí.

Diante disso, a alternativa considerada mais viável seria a abertura de uma nova concessão pública. Pelo modelo estudado, a prefeitura romperia o contrato atual, mantendo a propriedade da água e do sistema sob controle do município, enquanto uma nova empresa faria a operação dos serviços conforme exigências definidas pela administração municipal.

Questionado sobre a possibilidade de a própria Aegea participar do novo processo, Andrei afirmou que o edital deverá exigir a constituição de uma nova empresa específica para atuar em Ijuí. Mesmo assim, a futura concessionária precisará indenizar a Corsan/Aegea pelos investimentos e patrimônio existente.

Segundo o prefeito, o estudo aponta que a empresa vencedora da futura licitação deverá assumir uma indenização estimada em R$ 152 milhões à Corsan/Aegea. Além disso, o edital deverá exigir uma redução mínima de 31% na tarifa de água atualmente cobrada da população.

Andrei Cossetin ressaltou ainda que, com o novo modelo, a água continuará pertencendo ao município, que seguirá responsável pela fiscalização dos serviços prestados. Ele lembrou que, ao final do contrato de concessão, previsto para durar entre 30 e 35 anos, todo o patrimônio permanecerá incorporado ao município.

O prefeito observou que a prefeitura não possui atualmente capacidade orçamentária para contratar financiamento e assumir diretamente a indenização necessária, o que dificulta a municipalização integral dos serviços.

Conforme Andrei, a administração municipal agora deverá ampliar os estudos e encaminhamentos iniciados há cerca de dois anos para formalizar o rompimento contratual com a Corsan/Aegea e implantar o novo modelo de gestão do saneamento. Ele acredita que o processo poderá ocorrer inicialmente de forma pacífica, mas admitiu a possibilidade de judicialização caso não haja acordo entre as partes.

O prefeito também destacou que o abaixo-assinado organizado por vereadores, com participação expressiva da comunidade, fortaleceu a posição da administração municipal ao demonstrar a insatisfação de parte da população com os serviços atualmente prestados pela Corsan/Aegea.

Fonte: Rádio Progresso
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