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Presidente da Câmara de Ijuí defende maior controle sobre atuação de assessores parlamentares

8 de junho de 2026

O presidente da Câmara de Vereadores de Ijuí, Capitão Gilmar Bischoff, manifestou preocupação com as denúncias envolvendo assessores parlamentares em diferentes municípios do Rio Grande do Sul. Em entrevista à Rádio Progresso, ele destacou que, em Ijuí, o controle da jornada dos assessores é realizado por meio de uma declaração emitida por cada vereador, atestando os horários e as atividades desempenhadas por seus servidores de gabinete.

Segundo Bischoff, esse documento é encaminhado mensalmente à Mesa Diretora e serve de base para o pagamento dos salários. Ele ressaltou que, caso não haja a confirmação de que o assessor exerceu suas funções no período informado, o servidor não terá direito ao recebimento dos vencimentos.

Apesar do sistema atualmente adotado, o presidente do Legislativo entende que o modelo precisa ser aperfeiçoado. Conforme explicou, existem divergências jurídicas sobre a possibilidade de cargos de confiança serem submetidos ao controle por meio de ponto eletrônico. Ainda assim, ele defende um acompanhamento mais rigoroso da frequência dos assessores.

Bischoff informou que já discutiu o assunto com outros vereadores e que está sendo estudada a implantação de um sistema de registro de entrada e saída dos assessores nos gabinetes. Para embasar a decisão, a Mesa Diretora solicitará um parecer do IGAM, a fim de verificar a viabilidade legal da medida.

O presidente observou que câmaras municipais de cidades como Guaíba e Lajeado já utilizam mecanismos de controle de frequência para cargos semelhantes. Segundo ele, a intenção é buscar orientação jurídica para avaliar a adoção de um modelo semelhante em Ijuí, assim como em outros municípios da região que ainda não possuem esse sistema.

Bischoff argumentou que a implantação de um controle mais efetivo é importante porque os assessores desempenham funções relevantes e recebem remuneração compatível com suas responsabilidades. Para ele, a fiscalização deve ocorrer tanto por parte dos vereadores responsáveis pelos gabinetes quanto pela própria sociedade.

Embora acredite que não existam, em Ijuí, situações semelhantes às que motivaram as recentes denúncias em outros municípios gaúchos, o presidente da Câmara considera fundamental regulamentar e aprimorar os mecanismos de controle, garantindo maior transparência e segurança na gestão dos recursos públicos.

Fonte: Rádio Progresso
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