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Professor de Ijuí tem música classificada para a final do Carijo da Canção Gaúcha com obra inspirada nas Missões Jesuíticas

22 de abril de 2026

Um importante reconhecimento à cultura regional marca a trajetória do escritor, poeta e historiador ijuiense José Augusto Fiorin. Sua composição “Pelas mãos do jesuíta” foi classificada entre as 18 músicas finalistas do tradicional Carijo da Canção Gaúcha, um dos mais conceituados eventos da música nativista do Rio Grande do Sul.

Em entrevista à Rádio Progresso de Ijuí, Fiorin relatou a emoção de ver sua obra entre as selecionadas, destacando o significado especial desse momento em sua trajetória artística e cultural. Segundo ele, a canção carrega uma forte inspiração histórica, especialmente ligada aos 400 anos das Missões Jesuíticas Guaranis, tema que permeia a letra com profundidade e sensibilidade.

Professor da Secretaria municipal de ensino de Ijuí, Fiorin é também compositor, repentista, historiador e pajador, mantendo viva a tradição oral e musical do povo gaúcho. Ele ressaltou ainda a influência familiar em sua caminhada artística, mencionando com orgulho a filha Sara, de apenas 8 anos, que já vem se destacando e conquistando prêmios em festivais nativistas. Para ele, ver a continuidade desse legado dentro de casa é motivo de grande satisfação.

O artista também destacou a importância dos festivais que vêm abrindo espaço para as novas gerações, com categorias infantil e juvenil. Entre os exemplos citados estão o Canto de Luz, que promove a Lamparina da Canção, e o Canto Missioneiro de Santo Ângelo, com o Canto Piá Missioneiro, iniciativas que incentivam jovens talentos a ingressarem no universo da música regional.

Além de sua atuação como educador e artista, Fiorin também integra ativamente o movimento tradicionalista e participa da organização cultural local. Ele é um dos apresentadores do festival Canto de Luz, atuando nas entrevistas de bastidores com intérpretes e músicos, contribuindo para a valorização e divulgação da música nativista.

A canção “Pelas mãos do jesuíta”, de autoria completa de Fiorin, tanto na letra quanto na melodia, aborda a história da ocupação missioneira, ressaltando o papel dos padres jesuítas no processo de evangelização e formação cultural da região. Com uma abordagem poética e histórica, a obra evidencia a identidade e as raízes do povo missioneiro.

A classificação ganha ainda mais relevância diante da alta competitividade do festival. Nesta edição, mais de 1.200 composições foram inscritas, demonstrando o prestígio e a abrangência do Carijo no cenário musical gaúcho.

Com sua poesia sensível e comprometida com a preservação da memória regional, José Augusto Fiorin passa a integrar o seleto grupo de artistas que sobem ao palco do Carijo da Canção Gaúcha, levando ao público uma narrativa que une arte, história e tradição. O evento em Palmeira das Missões será de 27 a 30 de maio de 2026.

Fonte: Rádio Progresso
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