A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu dois inquéritos e indiciou formalmente um professor da rede municipal de ensino de Itaqui, na Fronteira Oeste, pelo crime de estupro de vulnerável. Ele é acusado de praticar atos de conotação sexual contra duas estudantes, de 12 e 13 anos, dentro de salas de aula. O indiciamento conta ainda com causa de aumento de pena pelo fato de o investigado ser preceptor das vítimas.
Os abusos ocorreram nos meses de setembro e outubro de 2025 em duas instituições de ensino diferentes. O caso chegou ao conhecimento das autoridades por meio do Conselho Tutelar, que foi acionado pelas famílias das adolescentes e pelas direções das escolas.
De acordo com as investigações, o professor utilizava sua posição de autoridade para se aproximar individualmente das vítimas sob o pretexto de prestar “explicações pedagógicas”. Durante esses momentos, ele realizava toques inadequados e progressivos nos corpos das menores, mantinha aproximação física excessiva e dirigia olhares fixos e constrangedores a elas. Testemunhas e outros alunos confirmaram o padrão de comportamento do homem, que incluía o oferecimento insistente de doces como ferramenta para quebrar a resistência das estudantes e tentar criar um vínculo de confiança. Diante do temor e do forte abalo emocional, uma das adolescentes chegou a deixar de frequentar as aulas.
Em nota oficial, a Polícia Civil reafirmou seu compromisso com a proteção de crianças e adolescentes e destacou a importância da atuação conjunta com o Conselho Tutelar e a comunidade escolar para interromper abusos. A Prefeitura de Itaqui foi procurada para se manifestar sobre a situação do servidor, mas não havia retornado o contato até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para o posicionamento do município.