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Retomada de financiamentos e falta de medidas devido à estiagem geram expectativa nos agricultores

12 de maio de 2022
Situação das primeiras lavouras prontas para colher em Ijuí e muito castigadas pela seca

A lei sancionada hoje, 12, pela presidência da República que abre crédito suplementar de 868 milhões e 500 mil reais para equalização de juros do atual plano safra não significa que ocorre retomada imediata das linhas de financiamento.

O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul, Carlos Joel da Silva, enfatiza que deverá demorar de 12 a 15 dias para as normas entrarem em funcionamento. Com isso, também segue a demora para voltar a operacionalização dos financiamentos para a safra de inverno deste ano, por exemplo, referente ao plantio do trigo.

Segundo o governo federal, os recursos vão atender o Pronaf, operações de custeio agropecuário, investimento rural, médio e grande agricultura. Os 868,5 milhões de reais vão ter as mesmas taxas de juros que eram praticadas. As contratações de financiamentos rurais estão suspensas desde 7 de fevereiro deste ano.

O presidente da Fetag ainda alertou que o Ministério da Agricultura ainda não definiu detalhes do novo plano safra, período 2022-2023, que já está na época de acertos. Além da falta de recursos, há o problema dos juros, que deverão ter alta significativa.

Hoje, Carlos Joel da Silva participou de reunião virtual com o subsecretário de Política Agrícola e Negócios Agroambientais do Ministério da Economia, Rogério Boueri. Além do plano safra, foram tratados temas relativos à recente estiagem. Na reunião, ficou claro para a Fetag que o Governo Federal não pensou em outras medidas para a estiagem além do rebate dos 35,2% para o Pronaf. Os demais agricultores, deverão ficar reféns do Manual de Crédito Rural e poderão não ter nenhuma medida de auxílio, nem sequer prorrogações.

O desconto de 35,2% é para parcelas de custeio e investimento de agricultores familiares, que vencem entre primeiro de janeiro a 31 de julho deste ano, e que não estão amparadas pelo Proagro ou seguro rural. Carlos Joel da Silva frisa que é fundamental estender o desconto dos 35% para as operações que vão vencer de primeiro de agosto a 31 de dezembro. Além disso, seguem desamparados os produtores que financiaram a safra de verão passada através de cooperativas e cerealistas, os quais também sofreram com a seca.

Fonte: Rádio Progresso
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